Recentemente diversas cidades brasileiras entraram em estado de alerta após o aumento dos casos de Febre Amarela registrados no país. Com o aparecimento de um novo ciclo de transmissão da doença, as autoridades iniciaram uma campanha de vacinação [VIDEO] em massa para reduzir o número de infectados.

A febre amarela é uma doença hemorrágica infecciosa muito grave transmitida por mosquitos infectados. Em sua fase inicial, os pacientes portadores da doença podem apresentar febre, dores de cabeça, icterícia, dores musculares, náuseas, vômitos e fadiga.

O vírus que causa a doença é endêmico em zonas tropicais e subtropicais do planeta — especialmente em muitos países do continente africano, América Central e do Sul —, pois trata-se de um vírus que desenvolve melhor nos agentes infecciosos de regiões onde os recursos de Saúde são escassos.

Imunize-se já!

Com o aumento dos últimos meses de casos de pessoas infectadas, tem-se intensificado os planos de imunização das pessoas que vivem nas áreas de risco. O principal método para diminuir as epidemias dessa doença é aplicando uma vacina extremamente eficaz, que age num período máximo de 30 dias conferindo proteção a 99% das pessoas vacinadas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma única dose da vacina da febre amarela é suficiente para conferir uma imunidade sustentada e uma proteção para toda a vida contra esta doença, não sendo necessário uma dose de reforço para esta vacina.

Agentes infecciosos

Os ciclos de transmissão da doença podem se dar em dois ambientes distintos: silvestre e urbano. Para que o vírus seja introduzido em algum destes ambientes, é necessário que um hospedeiro infectado esteja em uma zona com elevada densidade de mosquitos vetores da doença e encontre outros hospedeiros não imune à doença.

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A febre amarela urbana estava extinta no Brasil desde o ano de 1942 quando o vírus foi completamente exterminado do seu principal vetor, o Aedes aegypti. Os mosquitos do gênero Aedes, além de febre amarela, são os vetores de doenças como a dengue, zika e chikungunya. Para que seja transmitida às doenças, o mosquito deve picar um hospedeiro doente e depois outro susceptível a doença.

As principais diferenças entre a febre amarela urbana e a febre amarela silvestre estão nos mosquitos transmissores e na forma de contágio. Em regiões rurais e de mata, a febre amarela é transmitida por mosquitos (Haemagogus e o Sabethes) que vivem nas matas e na beira dos rios. Estas espécies de mosquitos picam macacos contaminados e depois transmitem a outras pessoas que estejam na mesma região.

Programas de prevenção

A vacinação [VIDEO] é o método mais importante e eficaz para se proteger da febre amarela. Além de segura, são raros os relatos de efeitos colaterais significativos. É de grande importância que pessoas acima de 60 anos e portadores de imunodeficiência grave consultem um médico para avaliação individual do risco e benefício da vacina.

Bebês com menos de 9 meses, mulheres grávidas, pessoas com alergias graves à proteína do ovo também precisam ser avaliadas individualmente quando não há um risco eminente de epidemia, uma vez que constituem um grupo de risco para os efeitos da vacina.

Preventivamente é de extrema importância adotar medidas e procedimentos para controlar os mosquitos transmissores da doença. Os riscos podem ser reduzidos ao eliminar os potenciais locais de reprodução das larvas do mosquito, seja com aplicação de larvicidas, pulverização de inseticidas até a limpeza de tudo aquilo que pode acumular água parada.

Diferente do que se imaginava, a fêmea do mosquito não necessita de água limpa. Descobriu-se que o ambiente ideal para reprodução se dá em água poluída, turva. Isso porque as larvas são sensíveis à luz e fatores como temperatura e restos de material orgânico também intervêm na procriação.

Para saber mais sobre os métodos de prevenção e tratamento da doença procure a unidade de saúde mais próxima.