Bullying é uma situação caracterizada por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, geralmente contra pessoas mais fracas, de modo a humilhar, maltratar ou intimidar.

Geralmente acontece na Escola, entre alunos [VIDEO], entretanto o bullying não se limita ao ambiente escolar. Ele ocorre entre pessoas com mesmas características. Entre crianças, alunos, colegas de trabalho, por exemplo, e em qualquer contexto social: escola, trabalho, igreja, família, vizinhança. Nesse texto vamos nos limitar a comentar sobre bullying praticado na escola.

O alvo do bullying é o aluno retraído, tímido e, geralmente, com baixa autoestima.

Justamente aquele que não tem como se defender das agressões e pior, em muitos casos não tem coragem de denunciá-las. Pesquisa da ABRAPIA (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência) mostra que 41,6% das vítimas de bullying nunca procuraram ajuda.

Quem pratica o bullyng o faz para ser popular, para parecer poderoso e porque não se importa com o sofrimento alheio. Além disso, dificilmente age sozinho, mas em grupo. Ainda que nem todos do grupo venham a praticar a violência, estão lá como espectadores. E, conforme explica Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz , aqueles que testemunham um aluno sofrendo bullying e não tentam impedir que aquilo aconteça são cúmplices da violência.

Quando não há uma denúncia, há vários sinais que ajudam a identificar o problema: falta de vontade de ir à escola, falta de apetite, isolamento, choros constantes, ansiedade e baixo rendimento escolar.

As consequências para quem sofre bullying podem ser grandes: distúrbio do sono, problemas de estômago, transtornos alimentares, irritabilidade, depressão, transtornos de ansiedade, dor de cabeça, falta de apetite, pensamentos destrutivos, como desejo de morrer, entre outros.

Ao identificar algum desses problemas, é importante procurar ajuda. Converse com o diretor da escola para identificar o agressor e resolver a questão; com psicólogos, profissionais que ajudam na recuperação emocional da vítima e principalmente, converse com a criança sobre a situação e como pode se defender. Dê a ela carinho e faça com que se sinta protegida.

Tipos mais comuns de bullying:

  • Físico: a pessoa sofre algum ato violento desde um puxão de cabelos até ser presa no banheiro, por exemplo;

  • Verbal: piadas, gozações, apelidos, ameaças, fofocas;

  • Material: rasgar a roupa, destruir/danificar/esconder pertences;

  • Moral ou sentimental: coisas que atacam algum problema emocional da vítima;

  • Cyberbullying: praticado nas redes sociais.