Com a páscoa chegando, e com ela o feriado de três dias, os hemobancos por todo o país correm o risco de redução dos estoques de sangue. O alerta para que as pessoas doem sangue antes de feriados é rotineiro, mas nem sempre surge efeito. Isso porque no país, menos de 2% da população é doador regular.

Assim, qualquer aumento de demanda de hospitais quase zeram os estoques, sobretudo em estados que contém registros de febre amarela. É essencial que haja doadores, mesmo em período de feriados prolongados e férias escolares, onde o índice se torna ainda menor.

Doar sangue não toma tempo, é o que afirma o enfermeiro João Paulo Azevedo, que atua com coletas de sangue “É um procedimento rápido, fácil e não muito doloroso.Milhares de vida são salvas com o sangue do próximo.Além de ajudar o próximo, quem doa também está fazendo bem a si mesmo”.

Bruna Bittencourt (23) já precisou de doações, pois teve acúmulo de líquidos junto com pneumocistose, infecção que atacou seus pulmões. Ela precisou utilizar 16 bolsas do hospital, e com o apoio de várias pessoas incluindo familiares e amigos conseguiu mais de 100 bolsas “Fiquei muito feliz em saber a quantidade de pessoas que está disposta a ajudar”, diz ela”.

Para motivar a doação, vários laboratórios promovem ações que buscam conscientizar até crianças sobre a importância de coleta. No local onde João Paulo trabalha, por exemplo, um certificado de coragem é entregue para crianças que vão fazer coleta e não choram, fazendo com que a criança seja encorajada com a situação.

“Essa coragem e bravura dos pequenos podem fazer com que tenhamos novos doadores de sangue futuramente”, afirma.

Ao lado de quem coopera

Há dez anos que Thiago Arnold, hoje com 28 anos, doa sangue a cada três meses.

Além de ser doador, Arnold integra grupos que buscam incentivar a doação. “Participo de vários grupos. Em um deles, sobre vídeo games, lancei um desafio em que todo mês premio com controles, cartões e jogos alguém que fez doação de sangue. Os prêmios são sorteados entre os participantes”, explica ele.

Sua visita ao Hospital Erasto Gaertner, com crianças com câncer, o motivou a ser doador “Vi muita criança precisando de sangue diariamente, que precisavam de ajuda todos os dias para sobreviver”, diz ele.

O medo de agulha muitas vezes também impedem pessoas de irem fazer a doação. Sobre o assunto, Thiago responde: “Confesso que não gosto. Acho que ninguém gosta disso, mas é algo tão bobo para algo tão grandioso e importante”, comenta.

Campanhas Criativas

A inovação ganha cada vez mais espaço. O Hemocentro do Hospital das Clínicas em São Paulo, por exemplo, promoveu uma competição de doação de sangue para os fãs de Harry Potter ainda este mês.

O projeto se chama “A Magia Acontece no Brasil”, onde cada tipo sanguíneo representa uma casa de Hogwarts.

Assim que o voluntário concluí a doação de sangue, a casa que é representada por ele ganha 10 pontos.

Os super-heróis também tiveram espaço em uma campanha no Hemocentro de Paraíba. Além disso, acadêmicos também não ficam de fora: há várias instituições adquirindo o trote solidário com doação de sangue.

Essa matéria integra o projeto de extensão universitária do Centro Uninter [VIDEO] [VIDEO] em parceria com o Blasting News Brasil.