A hiperidrose, segundo doutor Malucelli, é uma condição considerada benigna que tem como característica o suor excessivo em áreas localizadas, sendo nas axilas, nas mãos, no rosto, nos pés e também nas costas. É uma condição que pode aparecer em qualquer idade. Essa sudorese excessiva ocorre devido à uma disfunção do sistema nervoso simpático (SNS), que envia mensagens erradas ou exageradas para as glândulas sudoríparas várias vezes ao dia, fazendo com que ocorram suores excessivos.

O sistema nervoso simpático (SNS) é o estimulante das ações que permitem ao organismo responder as situações de estresse, e essas ações podem ser desde aceleramento cardíaco, aumento da pressão arterial, aumento da adrenalina, concentração de açúcar no sangue, e também sudorese excessiva por acionar as glândulas sudoríparas de forma exagerada várias vezes.

A transpiração é comum, porém em uma pessoa normal ela acontece após exposições ao calor, exercícios físicos, trabalhos pesados, e outros.

Já a hiperidrose é uma sudorese intensa, independente de quaisquer circunstâncias, e em determinadas pessoas pode ocorrer na época do frio também, mas no calor ela torna-se insuportável, onde uma pessoa, acometida numa área importante, pode se sentir exausta ao menor esforço físico.

Essa condição deixa a pessoa constantemente suada, fazendo com que ela se sinta constrangida, dificultando no trabalho e às vezes excluindo-a de convívios sociais.

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Saúde Natureza

A pessoa com hiperidrose nas mãos tem grande dificuldade em manusear papéis, ou outras coisas do tipo, pois as mãos estão constantemente molhadas. Com os pés também é igualmente constrangedor. No rosto esses suores escorrem nos olhos provocando ardência, e quando a paciente é mulher, tudo parece pior.

Segundo estudos, cerca de 1% a 2% da população sofre dessa disfunção, e pode ocorrer mais de um caso na mesma família.

O diagnóstico é dado por um clínico, por observação dos sintomas junto com o histórico do paciente.

Especialistas afirmam que essa anomalia tem cura, sendo com tratamentos cirúrgicos ou não cirúrgicos.

Tratamentos não cirúrgicos são feitos com comprimidos via oral, cremes desenvolvidos em farmácias de manipulação, aplicação da toxina botulínica (Botox) para paralisar as glândulas temporariamente e iontoforese (tratamento feito por meio de correntes elétricas de íons), Outra opção é a aplicação de ondas eletromagnéticas, porém esse tratamento ainda não foi aprovado no Brasil.

O tratamento cirúrgico se faz através da retirada das glândulas das axilas por aspiração, ou bloqueio dos gânglios da cadeia simpática para as demais regiões afetadas. O procedimento requer pequenas incisões no tórax, vídeocirurgia e pode apresentar cura definitiva.

Essa cirurgia precisa ser feita com neurocirurgiões, sendo que em alguns casos, segundo profissionais, a transpiração pode mudar de lugar.

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