O multimilionário Sam Altman, 32 anos, um dos homens mais ricos do mundo, aceitou um desafio mortal, mas com a possibilidade de torná-lo imortal, pelo menos no que se refere as suas memórias. Ele é um dos criadores do programa conhecido como Y-Combinator, que tem como objetivo para financiar startups [VIDEO] tecnológicas e inovadoras. Ele anunciou que seu cérebro será preservado na "nuvem".

O americano pagou US$ 10 mil dólares (33 mil reais) para que a Nectome, uma empresa que promete preservar o cérebro para no futuro trazer a pessoa de volta à vida. O lado ruim de tudo isso é que o interessado precisa aceitar "morrer temporariamente" para conseguir se candidatar à imortalidade.

De acordo com a empresa, ao contratar os serviços, os clientes precisam, antes de mais nada, ter disposição para morrer. A ideia soa como absurda para muita gente, mas para alguns, como Sam Altman, é uma grande possibilidade de viver eternamente graças ao auxílio da Tecnologia e do dinheiro, o que para ele não é problema.

Segundo a Nectome, a mente do cliente será arquivada, ou seja, será feito um upload dela na nuvem, e quando for criada uma tecnologia específica, será possível voltar à vida através de uma simulação virtual. Seria a vida imitando a ficção, tipo Black Mirror. Para que tudo isso aconteça, a empresa precisará congelar o cérebro dos clientes.

Até onde você iria para se tornar imortal?

Essa é a grande questão. Estar disposto a pagar mais do que a "bagatela" de US$ 10 mil dólares para se candidatar a viver eternamente, o que inclui escolher um dia para morrer.

O detalhe parece ser bizarro, porque a pessoa precisa estar viva antes de ter o cérebro congelado, ou seja, ela tem que literalmente morrer para viver, talvez um dia, na imortalidade. Teoricamente o cérebro poderia ser preservado por centenas de anos através de uma tecnologia de criopreservação estabilizada com aldeído.

A "morte" antes da retirada do cérebro para a preservação e o upload de suas memórias seria como uma espécie de eutanásia. Com o cliente ainda vivo, seriam injetados os agentes químicos responsáveis ​​pelo processo de embalsamamento, causando tecnicamente a sua morte.

"A experiência do usuário seria idêntica a de um suicídio médico-assistido", informou Robert McIntyre, um dos fundadores da Nectome, formado pelo Instituto Tecnológico de Massachusetts.

Sem garantia

Não existe nenhuma evidência científica de que as lembranças e outros componentes mentais que formam a personalidade do paciente sejam extraídas após o tecido morto. Porém, segundo o presidente da Fundação da Conservação Cerebral, Ken Hayworth, quando o cérebro está morto, é como se o computador estivesse desligado, mas isso não quer dizer que a informação não esteja ali.