O transtorno afetivo bipolar gera um tremendo desconforto nas pessoas acometidas pela doença, provocando muito sofrimento, a ponto de impossibilitá-las de levarem uma vida dentro dos parâmetros da normalidade. As pessoas com transtorno bipolar [VIDEO] correm risco de morte, sendo que a doença as levam ao suicídio, jamais por agressividade contra a própria vida, mas para fugirem da monstruoso transtorno.

Segundo estudos, trata-se de uma doença mental muito grave, tendo como características predominantes, as oscilações entre dois polos, a melancolia (depressão) e a euforia (mania). Assim a psiquiatria os define como episódios de mania e depressão.

Mania é um estado eufórico que foge da normalidade, e depressão, um estado de tristeza profunda e melancólica. Tudo acontece sem nenhuma causa exterior.

Estudiosos admitem que quaisquer pessoas possam sentir oscilações de humor, dependendo das circunstâncias exteriores. Isso ocorre dentro da normalidade. Porém, em uma pessoa bipolar, essas oscilações são extremamente intensas e sem motivos.

Quando acometida pela melancolia, a pessoa doente pode sentir sono profundo, ficando quase impossibilitada de sair da cama. Quando em estado de euforia, passa noites sem dormir, com uma diferença das outras pessoas: não sente sono.

O estado de melancolia vem acompanhado de perda de energia, enquanto o estado de euforia vem com a energia alterada, impossibilitando a pessoa de trabalhar, estudar, enfim, se programar na vida.

Também dificulta a pessoa ter um convívio saudável com a família e com as demais pessoas de seu ciclo de amizades.

Os bipolares nunca sabem como eles vão estar no dia seguinte. Por isso, acabam desistindo de muitas atividades que lhe trariam bons retornos, entregando-se completamente, às vezes, quando o tratamento é ineficiente.

Segundo especialistas, essa doença costuma incidir no final da adolescência, com a pessoa entrando na idade adulta, mas também pode acometer crianças e pessoas idosas. O tempo para se ter o diagnóstico da doença é demorado, e muitas vezes a pessoa é tratada erroneamente com antidepressivos, que na bipolaridade não surtem efeitos.

O transtorno bipolar é subdivido por alguns profissionais em bipolaridade I, quando a euforia pode durar de sete dias a seis meses, sendo tão intensas as crises que requerem internações. Nesse ínterim é possível a ocorrência de episódios mistos aonde a melancolia não vem acompanhada de baixa energia, possibilitando uma vida normal.

Há ainda a bipolaridade II, quando o paciente se torna hipomaníaco, sofre melancolia, controlada com uma euforia mais leve, proporcionando a pessoa viver uma vida normal. É chamado de ciclotomia o processo de oscilações entre euforia e melancolia por pelo menos dois anos.

Como toda doença psiquiátrica, não há exatidão quanto ao seu aparecimento, mas não se descartam os fatores genéticos, biológicos e ambientais. Presume-se que seja uma alteração no cérebro, sendo no formato e também na química. Tem como possível fator também o álcool e abuso de drogas. Quanto à cura, existe a possibilidade de se levar uma vida normal com o uso de medicamento certo.