Nos últimos anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) [VIDEO] vem introduzindo uma nova modalidade de práticas de atendimento em saúde. As práticas introduzidas principalmente na atenção primária em saúde ganhou o nome de "Medicinas Tradicionais e Complementares" (MTC). O propósito dessa nova medicina é oferecer atendimentos em saúde que diferem dos padrões ideológicos ocidentais, sendo que a medicina ocidental aplica seus conhecimentos focados principalmente nos processos patológicos, e não na potencialidade das pessoas.

Além dos fatores descritos acima, o tratamento em saúde que a medicina ocidental oferece, é estritamente baseado na intervenção farmacológica.

A abertura que a saúde pública está dando para as novas perspectivas de atendimento, possibilita que profissionais e cidadãos repensem a ideia de que existe apenas a possibilidade de diagnóstico, tratamento e cura da medicina ocidental, possibilitando o aprofundamento de pesquisas científicas que abordam os impactos da meditação nos sistema fisiológico humano, da acupuntura como tratamento coadjuvante em doenças que geram grande sofrimento às pessoas, além de várias outras práticas em saúde.

No entanto, o propósito da introdução gradativa das Medicinais Tradicionais [VIDEO]e Complementares junto às atividades da Medicina Ocidental, partiu da Organização Mundial da Saúde (OMS) [VIDEO], a qual se baseou em extensos estudos científicos para chegar a essa decisão. No Brasil as medicinas não ocidentais, são regulamentadas pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares.

No Brasil, práticas como a acupuntura chegaram no Sistema Único de Saúde, por causa de ações realizadas por movimentos populares, profissionais e gestores da área de saúde pública. As transformações regulamentadas pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares foram implementadas depois de um longo tempo de muito esforço coletivo. As transformações nessa área ainda continuam, pois as mudanças sociais em qualquer campo se dão através de uma linha longitudinal ao que se refere ao tempo. Nenhuma transformação social acontece de forma imediata.

Atualmente se tem considerado a inclusão de várias práticas de medicina não ocidental na saúde pública. dentre elas estão, por exemplo, a homeopatia e a fitoterapia. No entanto, é importante reconhecer as novas formas de entender as concepções de saúde e doença para que a sociedade evolua para patamares cada vez mais saudáveis. Também tornar-se consideravelmente importante a formação e a qualificação dos profissionais que irão atuar na área de medicina complementar.