Quem acompanha as últimas informações da Saúde nacional já sabe que há pelo menos cinco meses a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou novas restrições. Diante disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou nesta quinta-feira (19), que a vacina da dengue, que já é comercializada pela rede privada em maior parte do Brasil, não deve ser tomada por pessoas que nunca tiveram a doença [VIDEO].

A OMS ainda divulgou que, antes que a vacina seja tomada, que seja realizado um teste, pois a imunização do paciente só terá a imunização garantida caso seja detectado que já foi contaminado com o vírus. O comunicado se tornou público após um encontro ocorrido em Genebra, na Suíça.

No encontro, a OMS fez o comunicado e disse que a vacina deve se conduzida de um modo “mais seguro”.

Vale ressaltar que a Sanofi é a primeira vacina licenciada de combate à dengue em todo o mundo. Após passar por um processo de análise, logo foi constatado que a má utilização da vacina poderia aumentar os riscos de se adquirir uma dengue grave e essas pessoas seriam justamente as que nunca foram expostas à doença.

O laboratório responsável pela fabricação da vacina foi quem divulgou os resultados das pesquisas, fato ocorrido em novembro de 2017 [VIDEO]. Como todos já sabem, a dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o que torna a doença mais infecciosa em todo o mundo.

Segundo pesquisas, ela chega a atingir a marca de pelo menos meio milhão de infecções e pelo menos 20 mil que não resistem aos sintomas e acabam morrendo.

Essa estimativa foi calculada anualmente. Somente no Brasil, os números em 2017 chegaram a ser de 239 mil casos.

Ministério se posiciona sobre vacinas contra a dengue

Em nota, o Ministério da Saúde falou que o Comitê Técnico Assessor de Imunizações (CTAI) soltou uma recomendação para que as pessoas não tomassem a vacina para dengue produzida pela Sanofi. Essa recomendação vale até a segunda ordem, até que sejam finalizados todos os estudos de custo-efetividade.

Ainda segundo o órgão, as pesquisas sobre o medicamento ainda não foram concluídas e, por essa razão, o medicamento não deve ser fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Vale lembrar, que apena só estado do Paraná é quem distribui essa vacina por conta própria.

O governo chegou a receber a notificação sobre a situação do medicamento, mas decidiu manter a vacina em pelo menos 30 cidades do estado. Agora a Anvisa será a responsável por proibir o registro do medicamento, uma vez que o produto ainda necessita passar por algumas pesquisas finais.

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