A depressão, classificada como a doença do século pela Organização Mundial da Saúde é caracterizada pela alteração no estado de humor que leva à perda ou diminuição de interesse e prazer pela vida.

O depressivo pode sofrer angústia, medo, insatisfação, ansiedade, frustração, impotência, fraqueza. Essas sensações podem resultar na perda de apetite ou na ânsia de se alimentar constantemente, na insônia ou no cansaço mental levando o depressivo a passar horas do dia dormindo ou trancado em seu quarto, apresentar problemas de concentração ou reduzir seu poder de tomada de decisões.

Alguns eventos da vida podem precipitar o estado de alteração do humor de uma pessoa, tais quais a morte de um ente querido, um relacionamento mal sucedido, o desempregado, problemas no trabalho - sendo a pressão do superior ou a pressão que a rotina exige, os maiores estopins para deflagração da doença - a violência cotidiana, a miséria extrema, dentre outros.

A medicina atual classifica a doença como transtorno mental, mas como tal ela não causa tão e somente a sensação de infelicidade crônica, mas também incita alterações fisiológicas, como baixas ou sistema imune e o aumento de processos inflamatórios o que eleva a doença como fator de risco para condições como as doenças cardiovascular.

A depressão pode ocorrer em qualquer fase da vida do ser humano, mas é mais comum entre os adultos, sendo as mulheres suas maiores vitimas, o machismo que em alguns países reduzem a mulher a objeto, a desigualdade no mercado de trabalho, a violência doméstica são condições de risco para os sintomas da depressão agir.

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas ou drogas ilícitas podem levar a depressão, bem como podem ser um refúgio para os deprimidos que buscam a falsa sensação de prazer e alívio oferecidas por elas.

A doença age silenciosamente na mente humana, por vezes nem mesmo os mais próximos, como pais e cônjuges, conseguem perceber que seu ente está em estado aletrado de humor, nesses casos o depressivo tem que buscar ajuda por conta própria. Falar sobre as dificuldades do dia a dia pode ser um grande passo na busca pela recuperação. Quanto mais cedo a doença for diagnosticada, mais eficaz será o tratamento.

A leitura, a busca por novos conhecimentos, a prática de atividade esportiva, o convite a novos desafios, ajudam a manter a mente focada e livre de pensamentos negativos, são aspectos efetivos de combate à doença, vez que elevam o auto estima e o ânimo pessoal.

Os casos mais famosos de depressivos que acabaram contribuindo para o estudo da doença

Três casos de depressão que ganharam repercussão mundial e chamaram a atenção da medicina.

Alberto Santos Dumont, o pai da aviação, foi acometido pela doença após as aeronaves começarem a ser utilizadas como armas de guerra [VIDEO], nos bombardeios, durante a primeira grande guerra.

O aviador enforcou-se com uma gravata em um hotel de São Paulo, em 1932.

O pintor holandês Vincent Van Gogh foi diagnosticado depressivo dias após uma briga com seu ex-companheiro de trabalho Paul Gauguin, os dois trabalhavam em um quadro, quando duelaram, ambos em posse de navalhas. Depois da partida do amigo, Van Gogh em um momento de raiva, cortou a própria orelha e pintou um auto retrato mutilado.

O pintor suicidou-se em 1932, com um tiro no peito, aos 37 anos de idade.

A escritora, editora e ensaista britânica, Virginia Woolf, conhecida como uma das mais proeminentes figuras do modernismo, sofreu longos períodos de depressão durante a juventude. Em 1941 caiu em profundo estado depressivo, quando encheu os bolsos com pedras e se jogou no rio Ouse, morrendo por afogamento aos 39 anos.

O suicídio como a solução do problema e a sua cultura

O estágio avançado da depressão pode levar ao cometimento de suicídio, bastantes são os casos. Quando o depressivo comete suicídio ele não busca sua punição e sim o livramento de tanto sofrimento, vez que não tem mais ânimo para lutar contra tal.

A depressão limita a capacidade de superação tão comum e condizente a raça humana e o suicídio parece ser para esses o último estágio da doença.

Em alguns lugares o suicídio parece ser tratado como uma cultura: "a cultura do suicídio", no Japão, a exemplo disso, há uma floresta conhecida como a "floresta do suicídio" [VIDEO], as pessoas que não suportam mais a dor de de viver, dirigem-se até a floresta a fim de cometerem o suicídio.

Situada perto do monte Fuji, a floresta é repleta de rochas e cavernas de gelo. Suas trilhas levam a caminhos desconhecidos aos que se aventuram por elas e muitos não retornam. A estimativa é que em média são praticados 100 suicídios na macabra floresta.

As autoridades da região deixaram de divulgar os números em 2003, numa tentativa de dissociar a floresta à prática suicida.

Hoje existem muitas formas de tratamento, de forma que se todos os depressivos tiverem oportunidade de buscar essa assistência os números de suicídios poderiam reduzir.