Desde que Plutão foi rebaixado a planeta anão em 2006, o Sistema Solar possui apenas oito planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e o mais distante Netuno.

Agora, pesquisadores de uma equipe internacional publicaram um artigo do que eles descrevem como mais evidências da existência do já chamado Planeta Nove, um imenso objeto de massa planetária que estaria orbitando o nosso Sistema Solar exterior. No artigo proposto, o grupo descreve que apenas a influência de um grande planeta explicaria o comportamento de um objeto recém-analisado no Cinturão de Kuiper, o 2015 BP519, a uma distância de 55 UA (unidades astronômicas).

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Desde 2016 astrônomos propõem a existência de um Objeto Trans-Netuniano de dimensões planetárias, ou seja, além da orbita de Netuno, o mais distante planeta do Sistema solar, chamado então, por isso, de Planeta Nove.

Os pesquisadores com base na observação de objetos do Cinturão de Kuiper puderam perceber que a órbita desses objetos estariam sendo distorcida por uma massa gravitacional.

Dessa forma, eles sugeriram a existência de um planeta com aproximadamente quatro vezes o tamanho da Terra, mas com 10 vezes a sua massa para explicar uma interação com a órbita dos objetos já observados. Caso esse nono planeta exista, seria bastante distante, levando de 10.000 a 20.000 anos para fazer uma viagem ao redor do Sol.

Eles também sugeriram a presença desse planeta como uma explicação do motivo dos objetos no Cinturão de Kuiper orbitarem em uma direção oposta a tudo mais no Sistema Solar. No novo artigo, os pesquisadores sugerem que o comportamento de um Objeto Trans-Netuniano recém-analisado poderia ser explicado pela gravidade do provável Planeta Nove [VIDEO].

Chamado de 2015 BP519, o objeto foi observado pela primeira vez há três anos, em 2015, mas só recentemente a sua órbita muito incomum foi analisada, sendo praticamente perpendicular ao plano estabelecido pelos planetas conhecidos.

Para a análise, a equipe de pesquisadores criou simulações que previam o ângulo orbital desse objeto para poder assim calcular a sua órbita, mas elas sempre falhavam. Então, eles adicionaram um grande planeta às simulações, o que resolveu as discrepâncias e combinou com as observações.

Agora os pesquisadores esperam que com essa evidência o que falte para se comprovar a existência do Planeta Nove será somente que alguém realmente o encontre a partir de observações.