O famoso método contraceptivo de emergência, conhecido como a “pílula do dia seguinte”, que previne a gravidez após um ato sexual sem proteção, não é 100% garantido.

Muitas mulheres acabam engravidando de forma indesejada após terem uma relação sexual ocasional ou mesmo com um parceiro fixo, mas que não pretendiam ter filhos naquele momento.

A famosa “pílula do dia seguinte”, que nada mais é do que um método contraceptivo de emergência que inibe a gravidez, vem sendo utilizado pelas mulheres cada vez com mais frequência, mas muitas delas desconhecem se esse medicamento realmente é eficaz e pode garantir a interrupção de uma gravidez com segurança após uma relação sexual desprotegida.

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A pílula do dia seguinte pode ter em sua composição o levonorgestrel, que é utilizado em anticoncepcionais hormonais, pois é um progesterona sintético. Também pode ser utilizado na composição do medicamento o acetato de ulipristal, que tem ação de retardar e impedir a ovulação da mulher.

As pílulas do dia seguinte que utilizam em sua fórmula o levonorgestrel, podem ser ingeridas no máximo até três dias, o equivalentes a 72 horas após o ato sexual desprotegido, sendo que as que contêm em sua fórmula o uripristal, tem uma tolerância maior de até cinco dias após a relação, lembrando que, quanto mais tempo se passar até que o medicamento seja ingerido, mais riscos de sua eficácia diminuir e, por consequência, aumentar os riscos de uma gravidez.

Esses tipos de medicamentos geralmente causam alguns tipos de efeitos colaterais nas mulheres, como antecipação da menstruação, pequenos sangramentos vaginais e podem causar também diarreias e dores nos seios.

Quando as mulheres devem tomar a pílula do dia seguinte?

Em primeiro lugar, vale deixar claro que esse medicamento não deve e não pode ser ingerido de forma regular, ou seja, virar um hábito frequente. Esse método contraceptivo deve ser utilizado sempre com muita cautela e somente em casos de emergência, como numa relação sexual desprotegida ou mesmo quando o preservativo se rompe ou acaba saindo no ato da relação.

Como esse medicamento deve ser utilizado?

É muito comum encontrar esse medicamento em cartelas que vêm um ou dois comprimidos, e deve ser ingerido como uma pílula qualquer, engolindo com um pouco de água, lembrando que no caso dos medicamentos que vêm com dois compridos, é muito importante ler a bula antes, para se certificar que o seu uso será feito da forma correta, mas geralmente, no caso de duas pílulas deve-se tomar a primeira o mais rápido possível após a relação sexual e a outra após doze horas, mas isso não é uma regra, portanto sempre leia a bula do medicamento antes.

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Informações adicionais

Os hormônios que uma pílula do dia seguinte contém em sua fórmula são equivalentes à metade de uma cartela de anticoncepcionais comuns, portanto é importante a opinião de um médico antes de usá-la para saber se a mulher pode usar esse medicamento sem contraindicações.

Conforme especificado acima, esses comprimidos podem desencadear alguns efeitos colaterais, portanto, é indicado pelos médicos que esse medicamento seja utilizado no máximo uma vez por ano, pois, como o próprio nome diz, é um método contraceptivo de emergência.

É importante salientar que a menstruação da mulher pode ter alterações de quantidade e de cor, devido ao excesso de hormônios contidos em sua fórmula.

Essas pílulas são 100% seguras e eficazes?

Não! Se o medicamento for ingerido nas primeiras 24 horas, ele terá uma eficácia cerca de 95%, mas se ingerido já no segundo dia após o ato sexual, sua eficácia caiu para 85% e no terceiro dia sua eficácia pode cair para até 58%, por isso é importante tomar o medicamento o quanto antes, caso a intenção seja evitar a gravidez.

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