Uma explosão no número de crianças diagnosticadas no Transtorno de Espectro Autista (TEA) vem assustando pais, cuidadores e instituições de educação em todo o mundo.

Segundo relatório divulgado em 2016 dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA a prevalência de TEA aumentou, sendo de 1 para cada 59 crianças. Isso marca um aumento de 15% em relação ao último levantamento, emitido dois anos antes, sendo a maior porcentagem já indicada desde 2000, quando o CDC começou a avaliar esses dados.

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Aumento de casos

Apesar de várias teorias indicarem os motivos do aumento no número de casos (alimentação com transgênico [VIDEO], alergias alimentares, vacinas, entre outros), para os especialistas americanos, o aumento no número não significa que o Autismo hoje é mais comum do que no passado.

Pesquisadores acreditam que os números aumentaram porque as técnicas de diagnósticos surgiram recentemente e que no passado, muitos autistas não recebiam esse diagnóstico. Outro fator que fez esse índice aumentar foi a inserção de outras síndromes dentro do espectro autista, como o Asperger, por exemplo, que passou a ser considerado como um caso leve de autismo.

Sinais do autismo

Segundo a Associação Brasileira de Autismo, em sua cartilha sobre o tema, o Transtorno do Espectro Autista caracteriza-se por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos de idade, e que se define sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.A tríade é responsável por um padrão de comportamento restrito e repetitivo, mas com condições de inteligência que podem variar do retardo mental a níveis acima da média”.

No Brasil, a estimativa é que mais de 2 milhões de crianças estejam dentro do espectro autista.

Mesmo que os sinais para o transtorno serem mais notados após os 2 a 4 anos, alguns sintomas podem servir como indicativo a partir dos primeiros meses, como por exemplo:

  • Estar quietinha no berço, não dando atenção ao que ocorre ao redor;
  • Girar, enfileirar ou empilhar peças de brinquedos;
  • Desviar o olhar para os olhos de outras pessoas;
  • Estar sempre irritada [VIDEO]ou agitada;
  • Não interagir com pessoas que chamam sua atenção;
  • Ser indiferente quando alguém chama por seu nome;
  • Ter excessos de birras que demoram a passar;
  • Ter interesses ou talentos direcionados para coisas específicas;
  • Ter seletividade alimentar específica;
  • Ter hipersensibilidade sensorial.

Glúten e leite

Muitos especialistas da medicina ortomolecular acreditam que a retirada do glúten e leite da alimentação, melhoram os sintomas do autismo. Alguns pais percebem que seus filhos ficam mais calmos e mais sociáveis quando retiram esses itens do cardápio alimentar.

Segundo o médico nutrólogo Lair Ribeiro, a retirada desses dois alimentos é fundamental para a melhora, pois estimulam as enzimas. Ele criou alguns protocolos com a inserção de baixas doses de algumas substâncias, hormônios e vitaminas específicas do complexo B, entre outras coisas, para melhora e até cura do autismo. Vários médicos da área da nutrição e da linha do ortomolecular, tratam seus pacientes autistas com suplementação alimentar e dietas específicas, com ótimos resultados.

Apesar de muitos autistas serem tratados com esses protocolos, a sociedade médica tradicional condena e diz que esses tratamentos não têm comprovação científica.