As sociedades científicas e médicas da Espanha reuniram-se pela primeira vez por um objetivo em comum: combater as pseudociências e pseudoterapias.

Nazario Martín, presidente da Confederação de Sociedades Científicas da Espanha (COSCE), e Fernando Carballo, presidente da Federação de Associações Científico Médicas Espanholas (FACME), promoveram, em Madri, a primeira jornada visando a uma reforma nas leis que existem sobre o tema.

Os tratamentos combatidos por eles são: homeopatia, reiki, florais de Bach, naturopatia, fitoterapia, aromaterapia, bioenergia, magnetoterapia, hidroterapia, oligoterapia, toque terapêutico e acupuntura.

Eles acreditam que a desinformação é um dos principais motivos que leva as pessoas a procurar ou aceitar esse tipo de terapia, mas não basta investir em conscientização apenas. São necessárias leis que retirem das farmácias ou que ao menos separem esses produtos dos medicamentos, os que possuem comprovação científica. E ações que combatam os movimentos que as promovem.

Há um ano, a Real Academia de Farmácia da Espanha lançou um informe com a advertência de que, do ponto de vista científico, não existem argumentos que apoiem e justifiquem a eficácia e utilização clínica da homeopatia.

O documento ainda alertava que esse método terapêutico pode criar falsas expectativas, substituir tratamentos de eficácia comprovada e pôr em risco a saúde das pessoas.

Essa tendência de combate à pseudociência não é exclusiva da Espanha. Em alguns outros países, cientistas têm se movimentado no sentido de inibir tais práticas.

O Serviço Nacional de Saúde Britânico (NHS) anunciou em 2017 que banirá a homeopatia e fitoterapia do rol de tratamentos oferecidos pelo serviço público.

O NHS da Inglaterra julgou que “no melhor dos casos a homeopatia é um placebo e um mau uso de recursos escassos e que poderiam ser melhor empregados em tratamentos que funcionam”.

Edzard Ernst, Professor Emérito da Universidade de Exeter, um dos principais críticos desses tratamentos alternativos, disse que a decisão de cessar o financiamento à homeopatia “já passava da hora”.

Nos Estados Unidos, a Comissão Federal de Comércio, agência nacional de proteção do consumidor, determinou que os produtos homeopáticos têm que conter na embalagem informação de que não existem evidências científicas que garantam o efeito esperado.

E alguns dos produtos usados para doenças mais graves ou que tenham substâncias potencialmente nocivas estão sendo retirados do mercado pelo FDA (Food And Drug Administration), órgão que regula medicamentos.

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