Um estudo, que faz parte do projeto BrainStorm Consortium, tentou entender melhor o motivo da incidência de problemas psiquiátricos parecem maiores entre indivíduos de uma mesma família. A pesquisa começou inicialmente a ser feita por cientistas norte-americanos. O estudo foi publicado pela revista "Science", recentemente.

A pesquisa

A pesquisa foi feita por pesquisadores dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Ásia e da Austrália. O estudo contou com ajuda de centenas de pesquisadores de diversos lugares do mundo que compartilharam seus dados e suas pesquisas para achar alguns denominadores comuns e concluir algum resultado.

Não perca as atualizações mais recentes Siga o Canal Saúde

Eles, então, analisaram a sobreposição de fatores de risco genéticos de vinte e cinco distúrbios neurológicos e psiquiátricos. O estudo teve grandes proporções, pois nele foram analisadas informações de cerca de 215.683 pacientes e de 657.164 pessoas saudáveis.

Além disso, os pesquisadores analisaram as manifestações clínicas e características de quase 1,2 milhão de indivíduos. Esse grande número de pessoas é explicado pelo fato de cada variante genética colaborar apenas com uma pequena porcentagem do risco de desenvolver uma doença. Então, para que se tenha mais confiabilidade, é preciso um número maior de pessoas, como no estudo.

A pesquisa revela que há similaridades genéticas nessas doenças. Foram encontradas sobreposições genéticas entre diferentes tipos de doenças psiquiátricas. Essa similaridade foi constatada principalmente entre transtorno de déficit de atenção (TDAH), esquizofrenia, transtorno bipolar e transtorno depressivo maior.

A sobreposição foi considerada fraca entre os distúrbios neurológicos, como a doença de Alzheimer, doença de Parkinson, epilepsia e esclerose múltipla.

Os cientistas chegaram à conclusão de que elas são mais diferentes entre si geneticamente. Porém, houve uma exceção, a enxaqueca foi considerada geneticamente similar ao TDAH e à depressão maior.

Essa descoberta é importante na medida em que proporciona a tomada de novas estratégias em busca de tratamentos mais efetivos. Segundo os cientistas, esse trabalho começou a fazer com que haja mudança na forma como os cientistas pensam o cérebro. Segundo eles, a partir dessas descobertas, se poderá compreender as causas profundas dessas doenças e, talvez, até realizar tratamentos personalizados aos pacientes.