Imagine depilar uma parte do seu corpo – prática muito comum entre mulheres e também entre os homens nos dias atuais –, e devido a um corte minúsculo, acabar perdendo um dos membros. Este quadro assustador, de acordo com informações dos sites Daily Mail e SWNS, aconteceu com uma mulher [VIDEO] britânica, e agora ela decidiu revelar sua experiência.

Tanya Czernozukow, residente Breaston – cidade situada no condado de Derbyshire, Inglaterra – atualmente possui 43 anos de idade, e em abril de 2014, acabou fazendo uma pequena incisão em sua perna direita, na altura da canela, enquanto se depilava com uma lâmina.

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Cortes desta natureza são bastante comuns, e como já havia se machucado exatamente da mesma forma inúmeras vezes, Tanya não deu muita importância ao ferimento, e apenas colocou uma bandagem no local para que o sangramento parasse.

Entretanto, desta vez aconteceu algo diferente, pois a incisão não fechou. Depois de uma semana, a mulher precisou ir a um hospital devido à forte dor que sentia, e acabou sendo internada por cinco dias, pois os médicos haviam diagnosticado a formação de uma úlcera – a qual precisava ser tratada com potentes antibióticos.

Mesmo assim, a ferida continuava a aumentar de tamanho, e em algumas semanas, a parte do membro de Tanya entre o tornozelo e o joelho adquiriu uma tonalidade estranha, com manchas pretas e esverdeadas.

Quadro cada vez pior

Segundo a própria Tanya Czernozukow, que precisou até abandonar o emprego de representante de vendas enquanto estava doente, após seis meses e três idas ao hospital a ferida triplicou de tamanho, transformando-se em um "buraco enorme", e a dor que ela sentia atingiu um nível descrito como "absolutamente inferno puro".

Vários recursos terapêuticos foram tentados na cura sem sucesso, inclusive a chamada bioterapia, onde larvas vivas esterilizadas eram colocadas sobre o machucado para que os insetos se alimentassem do tecido morto [VIDEO] – algo que destrói bactérias nocivas e acelera o processo de cicatrização, preservando os tecidos vivos.

Infelizmente, e para piorar a situação, Tanya descobriu ser portadora de diabetes, e esta condição, além de ter contribuído para a formação da necrose, estava afetando a capacidade de seu corpo de se regenerar.

Assim, em abril de 2016, médicos do Queen's Medical Center de Nottingham disseram à mulher que a úlcera havia evoluído para uma gangrena (morte e putrefação de tecidos), e que poderia levar anos para que a cicatrização da perna estivesse completa. Foi em meio a esse cenário que os doutores propuseram a opção drástica da amputação, e não suportando mais o sofrimento, Tanya decidiu acatar a sugestão.

O membro direito da mulher foi cortado acima do joelho, e a cirurgia deu um fim à agonia.

Contudo, a britânica ficou mais cinco meses internada depois da operação, e assim que teve alta, precisou reaprender a se mover usando somente a perna esquerda.

Seguindo com a vida

Tanya revelou recentemente que pretende, em breve, adquirir um membro protético para poder andar normalmente, e que está com muito medo de raspar perna esquerda, receosa de que tudo se repita.

Ela afirmou que não acredita que a doença tenha chegado ao ponto em que chegou, mas ressaltou que teve que ser forte para superar as adversidades e que não se arrepende de ter passado pela amputação – mesmo que isso ainda a assuste.

A mulher disse também que quer voltar ao logo trabalho, e que, mentalmente falando, já "está quase lá".