O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA [VIDEO], a principal agência de saúde pública do mundo, se viu obrigada a veicular recentemente um alerta para os americanos sobre a reutilização de camisinhas. Segundo a agência, o alerta era necessário porque muitas pessoas estavam lavando e reutilizando as camisinhas, após serem utilizadas.

O Centro de Prevenção de Doenças divulgou, inclusive, um endereço eletrônico com dicas sobre a utilização tanto do preservativo masculino quanto do feminino, alertando sobre sua comprovada eficiência na prevenção de DST's.

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Segundo informações da imprensa do país, a medida da agência de saúde dos Estados Unidos [VIDEO] poderia estar relacionada com a divulgação de informações preocupantes sobre o crescimento da ocorrência de Doenças Sexualmente Transmissíveis.

Em 2016, foi registrado o maior número de casos de DST's desde o começo dos registros da doença. De acordo com o site da agência de saúde pública, boa parte das doenças que tiveram crescimento significativo podem ser tratadas e curadas apenas com antibióticos, desde que sejam diagnosticas a tempo. Se não tratadas, podem ocasionar consequências sérias à saúde, como gravidez ectópica, infertilidade, aborto e aumento no risco de transmissão de HIV.

Erros mais comuns

Estudos científicos publicados nesta década identificaram cerca de 14 erros comuns na hora da utilização dos preservativos pelos americanos.

A reutilização das camisinhas durante o mesmo ato sexual foi encontrado em vários estudos diferentes. Algumas dessas pesquisas chegaram a constatar que mais de 3% dos participantes já havia praticado atos desse tipo.

O que essas pessoas não sabem é que lavar as camisinhas com água e sabão não elimina totalmente as bactérias, os vírus e até o esperma que se aderam a elas. Além disso, a chance de que preservativos reutilizados se rompam são bem maiores.

Outros erros frequentes identificados pelos estudos, estão relacionados a forma como o preservativo deve ser utilizado durante o ato sexual. Introduzir a camisinha no meio do ato, tirá-la antes do fim, não desenrolar o preservativo completamente, não retirar o ar que pode ficar preso na ponta, não verificar se há danos de fábrica no produto e colocá-lo do lado errado, são algumas dessas falhas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a utilização correta e regular dos preservativos, reduz em mais de 80% as chances de alguém contrair DSTs.

Além das Doenças Sexualmente Transmissíveis, a OMS ainda esclarece que a utilização desse método de proteção evita que doenças, como ebola e zika, sejam transmitidas estre as pessoas.