A Dismorfia Corporal ou Síndrome de Distorção da Imagem ocorre quando uma pessoa acredita que têm defeitos físicos, sem tê-los. É um transtorno psicológico muito frequente em quem sofre com transtornos alimentares, por exemplo. Nesses casos, a pessoa está extremamente magra, mas a imagem que vê refletida no espelho é de um indivíduo acima do peso, levando a doenças como bulimia e anorexia que, se não tratadas, podem causar sérios danos à Saúde e até levar à morte por desnutrição severa.

Publicidade
Publicidade

Em tempos de exposição em redes sociais como os que vivemos atualmente, é muito comum as pessoas recorrerem a editores e filtros para melhorar as imagens que compartilham. Inúmeros são os recursos para esconder os “defeitos” que, muitas vezes, são vistos apenas pelo próprio indivíduo. E essa obsessão pela foto perfeita está preocupando médicos e especialistas na área da saúde devido a um novo fenômeno que tem tomado conta das clínicas de cirurgia plástica: a dismorfia de Snapchat ou Snapchat Dysmorphia, como foi originalmente denominada na pesquisa publicada pela revista JAMA Facial Plastic Surgery).

Publicidade

‘Dismorfia de Snapchat' está fazendo pessoas procurarem clínicas para intervenções cirúrgicas

O Snapchat é um aplicativo de imagens bastante popular principalmente entre os adolescentes. Repleto de recursos para alterar a imagem real do indivíduo, por meio de filtros e outros recursos como carinha de cachorro, olhinhos grandes e arredondados, máscaras divertidas, dentes branquinhos, dentre outros, esse aplicativo está gerando um fenômeno preocupante que faz as pessoas terem uma ideia equivocada sobre o que é a beleza.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Saúde

Uma pesquisa realizada pelo Boston Medical Center e publicada nesta quinta-feira (2) no Journal of the American Medical Association’s Facial Plastic Surgery mostra que o conceito de beleza está sendo influenciado pelos recursos de edição de selfies disponíveis nos smartphones, a tal ponto que adolescentes estão procurando intervenções plásticas para se parecerem mais com as imagens “filtradas” que tiram de si mesmos.

Segundo a pesquisa, essas pessoas sentem um desconforto fora do normal com sua autoimagem e recorrem cada vez mais às redes sociais, publicando selfies alteradas por meio dos editores e filtros, buscando a validação de sua imagem.

Conforme os dados apresentados pelo estudo, 55% dos cirurgiões plásticos consultados afirmaram que já foram procurados por pacientes que esperavam, por meio de uma intervenção cirúrgica, melhorar a aparência para "sair melhor em selfies".

Publicidade

Conforme explica o estudo, nesses casos, em que claramente a pessoa demonstra ter dificuldades em lidar com sua imagem real em frente ao espelho, a cirurgia estética não é o caminho, devendo-se procurar auxílio terapêutico para sanar os problemas causados em decorrência do transtorno.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo