De acordo com informações dos sites Daily Mail e Siberian Times, a Rússia [VIDEO] pretende inaugurar em breve um moderno centro de pesquisas com um intuito que lembra muito aquele apresentado nas produções hollywoodianas "Jurassic Park" e "Jurassic World": trazer de volta ao Mundo animais [VIDEO] pré-históricos que foram extintos há muito tempo. Mais especificamente, a ideia é "ressuscitar" algumas espécies que desaparecem há milhares de anos, e cujos restos mortais foram naturalmente bem preservados em um tipo de solo congelado conhecido como permafrost, existente região Ártica da Terra.

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Entre estes seres visados, está o conhecido mamute lanoso. Ele chegou a coexistir com os primeiros seres humanos, que o perseguiam para obter sua carne (alimento), pele (proteção contra o frio), ossos e presas – sendo que estes dois últimos itens eram utilizados na fabricação de utensílios e ferramentas.

Os mamutes alcançavam até seis toneladas de peso, e desapareceram do território continental ártico há 10 mil anos, no final da chamada era Pleistocênica. Acredita-se que algumas populações isoladas sobreviveram até quatro mil anos atrás, mas acabaram sumindo definitivamente por causa de mudanças climáticas (fim da última Era do Gelo) e pela caça humana.

Ressuscitando a Pré-História no mundo moderno

Espera-se que os detalhamentos a respeito dos laboratórios de clonagem sejam revelados em setembro pelo próprio presidente russo, Vladimir Putin, durante o 4º Fórum Econômico Oriental, que deve ocorrer na cidade portuária de Vladivostok.

A um custo total de US$ 5,9 milhões (mais de R$ 24 milhões), as instalações do centro de Ciência genética terão como base a Universidade Federal do Nordeste da Rússia (NEFU na sigla em inglês), onde haverá uma cooperação com a Fundação de Pesquisa de Biotecnologia da Coreia do Sul, liderada pelo professor e especialista em clonagem Dr.

Hwang Woo-Suk. Além disso, também se envolverá no projeto George Church, catedrático da Universidade de Harvard, situada nos Estados Unidos, que pretende inserir genes de mamutes lanosos em um embrião de uma elefanta asiática moderna até o ano de 2020, criando com esta gestação um novo híbrido de mamute-elefante.

Alguns dos laboratórios ficarão no subsolo ártico, "enterrados" no permafrost existente em Yakutsk, na Síbéria Oriental – e isso por causa de uma questão altamente estratégica: até 80% das amostras de animais do Pleistoceno (época compreendida entre 2,588 milhões e 11,7 mil anos atrás) e do Holoceno (de 11,5 mil anos atrás até o presente), que ainda possuem tecidos moles – gordura, vasos sanguíneos, músculos, tendões e nervos, entre outros – preservados e descobertos na Rússia foram desenterrados justamente naquela região.

Além dos mamutes, os cientistas também pretendem clonar o leão das cavernas, o rinoceronte lanoso e algumas raças antigas de cavalos.

A Dra. Lena Grigorieva, que elaborou os planos originais para o centro de clonagem, disse ao Siberian Times que este tipo de material genético tão bem conservado não existe "em nenhum outro lugar do mundo", e que, além de estudar animais, os cientistas também pretendem analisar a história genética da colonização humana no nordeste da Rússia – algo que ajudaria na compreensão de doenças hereditária raras, bem como no seu diagnóstico e prevenção.