Ontem, 15/09/2018, a Agência Espacial Norte-Americana (NASA), enviou um satélite ao espaço para colher informações e analisar as mudanças climáticas que afetam as regiões polares do planeta. O lançamento aconteceu na base de Vandenberg, estado da Califórnia, às 10 h - horário de Brasília.

De acordo com cientistas da Nasa, o propósito central é expandir e aperfeiçoar os estudos dos efeitos da mudança do clima nas zonas frias e extremas da Terra.

Melhor dizendo, a Antárdita, a Groenlândia e o Ártico.

Batizado com ICESat-2, o satélite poderá diagnosticar, por exemplo, qual é a média anual da camada de gelo presente nas três áreas mencionadas anteriormente. Como exemplo, o satélite medirá a espessura e o volume de gelo do Oceano Glacial Ártico, o qual apresentou encolhimento de 40% do total da sua área desde 1980.

Técnica utilizada

Conforme pronunciamento da Nasa, o ICESat-2 possui uma das tecnologias mais avançadas na utilização para verificar as alterações na estrutura do gelo.

O sistema para aferir funciona a laser, onde se disparam cerca de 10 mil fótons de luz por segundo. O critério para saber se há diminuição ou não da altura do gelo será checado pela distância percorrida por esses fótons da nave até a geleira-alvo. E vice-versa. Isto possibilita dados mais precisos da superfície gelada do que os fornecidos pelo ICESat, o antecessor do atual em órbita a partir de ontem.

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Ademais, serão avaliadas a altura e a inclinação das superfícies de gelo e não somente a área.

Durante seu giro pelo planeta, o satélite efetuará os cálculos sobre o volume do gelo quatro vezes por ano, subtendendo-se que o monitoramento ocorrerá simultaneamente com as estações do ano.

Continuidade e elevação

Cientistas declararam que o degelo observado na Groenlândia e na Antártida aumentou em um milímetro por ano o nível dos mares e dos oceanos.

Comparando com outros dados anteriores, a Nasa disse que houve aumento total na fração de um terço.

A Agência Espacial quer que o ICESat-2 consiga trazer informações para que os pesquisadores e estudiosos do aquecimento global obtenham mais clareza e precisão nos panoramas e cenários desenhados até então sobre o aumento do nível dos mares. Ela também possui a expectativa de que o satélite enviado traga provas ou elementos suficientes para estabelecer de maneira sólida e concisa a ligação entre esse aumento do volume d´água e as mudanças climáticas.

Não se trata de uma operação secreta, já que o locutor do lançamento na base da Califórnia afirmou que “ele está decolando para uma missão para explorar as calotas polares em constante mudança no nosso planeta”.

Para a Nasa, o feito é um grande alívio porque fazia quase uma década que não se lançava uma nave para estudos do degelo e das calotas. A última durou seis anos e terminou em 2009, com o ICESat.

Foi justamente nessa primeira expedição que a luz de alerta acendeu sobre o avanço do derretimento glacial na Groenlândia e na Antártida.

Os fatores combinados do aumento da temperatura entre 2014 e 2017 aliado à dependência dos combustíveis fósseis fazem com que a necessidade do monitoramento seja constante.

Um dos grandes desafios para os cientistas é saber o quanto o derretimento está afetando as profundezas da Antártida; até agora, é uma pergunta sem resposta, cuja esperança está depositada no satélite recém-lançado.

Estima-se que a missão do ICESat-2 deva durar três anos, mas não se descarta a sua prorrogação, uma vez que foi lançado com combustível para uso total em até dez anos.

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