As regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil vêm presenciando o fim do inverno com algumas alterações climáticas em seu cotidiano.

Em certas localidades, já não chove há algum tempo e com o aumento da temperatura registrada nos grandes centros urbanos, além de outras cidades, há algumas consequências para a saúde. [VIDEO]

Se, por um lado, céu claro e limpo é bom para determinados setores profissionais como a aviação comercial e também para dar um passeio matutino ou secar as roupas; por outro lado, ele pode interferir na nossa rotina e no nosso desempenho.

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O mês de agosto, por exemplo, é conhecido por ser um período seco, de pouca incidência de chuvas. Época ideal para a expansão de bactérias e vírus, como os da gripe e das alergias.

Outras doenças respiratórias não são descartadas.

A preocupação faz sentido, pois em São Paulo, registrou-se uma taxa percentual de 20% de umidade relativa do ar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para que cada de um nós nos sintamos plenos e bem, a umidade ideal deve ser de no mínimo 60%. Entre esse patamar até os 30%, considera-se uma faixa aceitável, mas não totalmente. [VIDEO]

Incômodos e efeitos

Sem umidade, as primeiras partes do corpo afetadas são as mucosas e a pele, onde se verificam ressecamento e sangramento das próprias mucosas (como as da boca e do nariz/narinas) e da pele como um todo. Os olhos também sentem esses efeitos incômodos.

Falando sobre o nariz, nas épocas mais secas há a tendência maior para o aparecimento de rinites e sinusites.

Todos os sintomas anômalos na saúde descritos anteriormente têm como alvos preferidos as crianças e os idosos.

O combate a eles começa pela prevenção, isto é, a hidratação e uma alimentação ajudam (e muito) a viver melhor. Usar hidratantes e beber bastante água são ótimos remédios para aliviar ou evitar esses males do inverno. Frutas que contenham boa quantidade de água como o abacaxi e o melão são indicadas.

Uma solução mais caseira consiste em deixar portas e janelas abertas para que o ar não fique viciado e circule, renovando o ambiente e impedindo a proliferação dos micróbios.

Caso sinta problemas com suas narinas, o melhor é comprar um soro fisiológico. Para os olhos, o colírio é o mais recomendado.

Vaporizadores e umidificadores são bem-vindos, desde que se faça manutenção e higiene constante na água usada para fazê-los funcionar. Para não espalhar micro-organismos.

Quem gosta de aproveitar a vida ao ar livre, deve tomar cuidado: é desaconselhável fazer atividade física entre 10 h e 16 h. Se possível, permaneça em lugares onde se faz sombra ou protegido da exposição solar.

Tenha cuidado com aparelhos eletrônicos: é que eles acumulam eletricidade estática, o que pode originar choques.

Para quem vive da agricultura, a seca e a baixa umidade não são bom negócio, pois influenciam nas pastagens. O risco de incêndio em campos e florestas passa a ser aumentado.

Regiões brasileiras

Não é só São Paulo que atravessa esse problema: as regiões Sudeste e Centro-Oeste são as que possuem as menores taxas de umidade das últimas semanas.

Capitais como Brasília e Belo Horizonte também sentem as consequências da baixa na umidade do ar. Como as duas cidades ficam mais na parte central do Brasil, a previsão do tempo é que se prolongue por mais algumas semanas a secura do ar. Isto é, a chuva não deve aparecer tão cedo por aquelas bandas.

Por causa disso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um boletim de alerta para quase 60 municípios do Mato Grosso do Sul, incluindo a capital, Campo Grande. A taxa de umidade ficou entre 12% e 20% no fim do mês passado.