A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), alertou no final de semana sobre aproximação de um asteroide com cerca de 50 a 120 metros de diâmetros, que passou próximo à Terra.

De acordo com agência [VIDEO], o objeto denominado 2009 WB105 passou na noite de domingo, às 22h14, horário de Brasília, a uma distância de 5,8 milhões de km da Terra, a uma velocidade aproximada de 64 mil km/h. Apesar da distância não parecer próxima, o valor convertido em escala astronômica impressiona.

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Com diâmetro entre 50 e 120 metros, o asteroide não parece ser tão amedrontador, porém, especialistas apontaram que o corpo celeste poderiam facilmente ser maior que uma piscina olímpica ou um campo de futebol, sendo um artefato considerado perigoso pelos especialistas.

Esse é um dentre uma série de asteroides que passaram próximos à Terra nos últimos meses. No dia 20 de novembro, dois outros asteroides, que mediam entre 12 e 35 metros passaram próximos ao planeta.

Nasa detecta mais asteroides próximos à Terra

A agência espacial norte-americana revelou que houve um aumento considerável na detecção de objetos grandes próximos à Terra. Aumentando assim, a tensão entre cientistas e teóricos da conspiração, que acreditam na possibilidade iminente de um desses corpos celestes atingirem o planeta.

Para o cientista Iain McDonald, da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, a colisão de corpos celestes com à Terra é apenas uma questão de tempo. Momentos na história do planeta revelam sobre o histórico de colisões de rochas, e isso deve voltar a acontecer em um futuro próximo, afirmou o cientista em uma entrevista à emissora BBC.

Para alguns teóricos, o aumento no número de detecção de asteroides prova a possibilidade de uma iminente catástrofe envolvendo a colisão de asteroides. Alguns apontam a teoria do planeta Nibiru, que estaria em rota de colisão com o planeta Terra.

Lembrando que, há pouco tempo, o mundo teve uma experiência com um asteroide, que atingiu a Rússia, no ano de 2013, explodindo sobre a cidade de Cheliabinsk, dividindo-se em diversos pedaços, causando danos em residências e deixando centenas de pessoas feridas.

O asteroide de Cheliabinsk tinha cerca de 17 metros de diâmetro, pesando cerca de 10.000 toneladas. Liberou 500 quilotons de energia, comparado a bomba atômica liberada sobre a cidade de Hiroshima, que libertou 13 quilotons de energia.

Os asteroides que passaram próximos à Terra tinham dezenas de metros de diâmetro a mais, em comparação ao que caiu na Rússia. O que mostra o nível de preocupação que agências espaciais, como a Nasa, colocam sobre esses objetos, que são considerados de extremo risco.