Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley observaram 87 casais, todos bem-sucedidos em seus casamentos. Ao longo de 13 anos de pesquisa, cada casal compareceu ao laboratório de observação ao menos três vezes e ficavam em uma sala na qual podiam conversar sobre situações do cotidiano (especialmente situações de conflitos). O material, no geral com 15 minutos de interação, era gravado e o comportamento de marido e mulher era avaliado de acordo com questões subjetivas do ponto de vista psicológico, como: expressões faciais, postura do corpo, conteúdo verbal e tom de voz.

Envelhecer na companhia de uma pessoa amada é meta para várias pessoas e é uma das coisas mais puras que podem existir. Quanto mais amor existir na relação, mais um casal se torna resistente e avança com a idade juntos, o amor é o que faz com que ao passar do tempo mais unidos e mais felizes eles fiquem.

Isso parece uma linha de pensamento que faz sentido, pois como afeto e amor estão próximos, o Dr.

Robert Levenson, acabou também por corroborar essa ideia. Levenson, professor de psicologia em Berkeley, já acompanhou cerca de 150 relacionamentos de longa duração e afirma que os idosos que têm casamentos estáveis e afirma que os cônjuges são relativamente felizes, com taxas menores de depressão e ansiedade.

Assim, um casamento estável e de longa duração é aliado da saúde mental. Acontece que além de se ter valores em comum, projetos de vida conciliáveis, diversos outros fatores atuam para que haja contratempos ao longo do caminho.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Relacionamento

As pequenas e as grandes divergências próprias da natureza humana podem servir para amadurecimento, como servir para o degaste. Questões de maior importância como posicionamentos diferentes em relação à educação dos filhos, e questões aparentemente irrelevantes como um simples comentário sobre o jantar ou que tipo de programa fazer no fim de semana ou nas horas de lazer e pronto já estará posta a situação de conflito e se o casal não souber lidar com as diferenças, a conversa logo descamba para recriminações e às vezes ataques mútuos.

Os casais que não se divorciam desenvolvem ao longo do tempo uma vida comum toda em torno da relação e devem conseguir superar essas questões que vão na direção do desgaste para que o Relacionamento possa sobreviver. Os psicólogos nesta pesquisa de Berkeley notaram que independentemente da satisfação com o relacionamento e com a atitude do companheiro(a), o lado emocional dos casais bem sucedidos claramente se tornava mais positivo com a idade. Descobriram que, conforme envelheciam juntos, havia, por exemplo, mais leveza e humor na relação e eles demonstravam mais carinho um pelo outro.

O caminho da superação

Discutir a relação pode ser bom, mas pode também ao invés de aparar as arestas e fazer uma síntese comum, desencadear comportamentos negativos, como críticas ácidas, uma busca desenfreada de querer demonstrar por argumentos mil que o outro está completamente errado(a) e que você é o detentor da razão, levar a postura negativa de ficar na defensiva e, tantas outras questões de degaste.

Na pesquisa publicada recentemente na revista científica Emotion, os resultados vão na contramão do senso comum e mostram que a chama (i.e. a paixão, o lado sexual, a atração), não é suficiente para a manutenção duradoura da relação. A 'chama' não é o principal elemento, ela se desgasta e os casamentos tendem a se deteriorar se não forem amadurecidos e serem substituídos por mais afeto, cumplicidade e a compreensão. Bom humor também é essencial.

"Nossas descobertas lançam luz sobre um dos grandes paradoxos do final da vida", disse o autor do estudo Dr. Robert Levenson, professor de psicologia da UC Berkeley, e de forma contundente, afirma que na amostra pesquisada, sem dúvidas, "o casamento longínquo tem sido muito bom para a saúde mental dos idosos", acrescenta o pesquisador.

A lição dada por meio de dados sistematizados pela pesquisa é que o amor, a alegria e a admiração são coisas essenciais em uma relação. E gratidão também. Casais velhinhos, como alguns famosos que conseguiram esse tipo relação, sentem-se gratos um pelo outro e por tudo que construíram e já viveram juntos. Ficam felizes e agradecem por terem um ao outro. Ninguém envelhece junto sem respeito, sem afeto. Se houve diferenças de personalidade que não foram conciliáveis, é preciso respeitar as diferenças de pensamento e de personalidade e mesmo nas brigas, se houver bom humor, afeto e respeito, os conflitos do cotidiano podem ser superados.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo