A Maternidade é para ser um dos momentos mais marcantes na vida de uma Mulher, de forma positiva, pois quando nasce um bebê, também nasce uma mãe. Mas em alguns casos, esse momento, que deveria ser repleto de alegria e amor, se torna traumatizante e humilhante.

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Esse foi o caso da mulher que deu a luz na recepção de um hospital público, após esperar atendimento por mais de 1 hora.

Tudo aconteceu no último domingo (09), em um hospital público no estado do Rio de Janeiro. A mulher chegou ao Hospital Municipal Pedro II, em trabalho de parto, durante a madrugada de domingo.

A mulher esperou por mais de uma hora até o bebê nascer sozinho

Mesmo com muita dor, a mulher teve de aguardar por 1 hora e 30 minutos para ser atendida, mesmo assim, só recebeu atenção médica após o bebê nascer sozinho no chão da recepção, sem nenhum tipo de higiene e com o risco de a mãe e o bebê pegarem uma infecção.

Faixada do Hospital Pedro II, Rio de Janeiro. (reprodução G1)
Faixada do Hospital Pedro II, Rio de Janeiro. (reprodução G1)

Os funcionários disseram que o décimo terceiro salário estaria atrasado e isso fez com que o numero de faltas entre os médicos aumentasse. Disseram também que no plantão só havia os seguranças, maqueiros e recepcionistas.

Segundo o jornal Extra, no vídeo gravado por pessoas que estavam no hospital, a mãe não chorou após dar a luz, pois a preocupação com o estado do bebê era maior. No vídeo, a mulher está sentada numa poça de sangue e tenta massagear as costas do filho, até que finalmente uma enfermeira chega e pega a criança.

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Funcionários relatam o que aconteceu

Por medo de represália, um funcionário deu depoimento sem se identificar, ele disse que o quadro de funcionários estava praticamente vazio no domingo, e a gestante chegou e ficou aguardando atendimento por mais de 1 hora, mas nenhum médico a atendeu:" O bebê desceu pelas pernas da dela, que pariu no chão", afirmou o funcionário.

O mesmo funcionário disse que, caso a situação dos pagamentos continue da forma que está, a tendência é só piorar.

O que a direção do hospital disse sobre o caso

A direção do Hospital Pedro II informou que a mulher chegou ao hospital já em período expulsivo, (quando o bebê já está saindo pelo canal vaginal), e que não havia tempo para levar a mesma para a sala de parto.

Mas o depoimento de testemunhas e funcionários divergem na questão do tempo. O hospital diz que não havia tempo para levar a mulher ao centro obstétrico, mas as pessoas no local e funcionários dizem que a gestante aguardou por mais de uma hora, até que o bebê nascesse sozinho.

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