O final de ano é um momento de reflexão e a ideia de finitude trazida por essa época provoca sentimentos distintos nas pessoas. Para muitos a ocasião é de celebração e alegria, mas para outros os planos que não se efetivaram no decorrer do ano, as responsabilidades e preparativos para a ceia torna esse período sinônimo de dor de cabeça. A Isma-BR (Internacional Stress Management Association - Brasil), associação voltada para o estudo do estresse, fez uma pesquisa no país com 678 brasileiros e 80% afirmaram que o grau de estresse cresce no último mês do ano.

O índice deste estado de esgotamento sobe 75% devido a tarefas que se acumulam favorecendo também a chamada depressão sazonal, termo que explica os sentimentos de tristeza nessa época.

A realidade decepcionante e a pressão social

As propagandas e filmes vendem a imagem de felicidade e acabam criando a fantasia do dia perfeito. Entre tentar administrar tudo, comprar os presentes sem erro, hospedando e lidando com parentes e participando das festividades.

Tudo isso com sorriso assustadoramente grande no rosto para expressar o padrão de alegria que o Natal requer.

O psiquiatra Nelio Tombini, autor do livro A Arte de Ser Infeliz, comentou sobre o tema em seu canal do YouTube. “O que acontece é que as pessoas levam as suas expectativas para dentro dessas festas. Muitas vezes as famílias ficam muito distantes durante o ano ou nem todos se gostam e quando acorre o encontro, geralmente no natal, existe a ideia de que todos precisam estar cheios de afeto e carinho, mas nem sempre isso acontece”, declarou.

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O mês de dezembro também é o momento de fazer o balanço das metas e demais acontecimentos, mas geralmente a tendência é focar nas promessas não cumpridas feitas no Ano Novo, problemas com dinheiro, perda de alguém próximo e tudo que não foi bom. Quando o que foi idealizado não é alcançado, os sentimentos de tristeza e fracasso surgem na grande maioria, em geral, por não ter feito nada de espetacular em relação aos familiares e amigos marcando negativamente a forma como se vivência essa época.

Lidando com a tensão e as expectativas

O mais importante é que as pessoas possam respeitar e aceitar o estado de espírito que se está no momento. “Se existem divergências o melhor a se fazer é não forçar uma aproximação que não se teve o ano todo. É importante também ser flexível com aqueles que não podem ou não querem participar do evento festivo”, afirma o psiquiatra Nelio Tombini. Além disso, é preciso que a atenção esteja no que foi mudado e alcançado.

A autoavaliação deve fugir das comparações e deve estar de acordo com a realidade e possibilidades que se teve para alcançar o que foi proposto durante o ano. Quanto as frustrações nas festas o ideal é organizar as tarefas com antecedência, para isso algumas medidas podem ser tomadas, tais como, adiantar as compras de presentes e ingredientes, montar a lista de convidados e pedir ajuda para os mais próximos.

Essas são atitudes simples que podem tornar essas datas comemorativas mais agradáveis.

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