Somente nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 849 novas mortes em decorrência da Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus. Os dados em questão foram obtidos através de um consórcio feito pelos principais veículos de comunicação do Brasil, em parceria com uma série de secretarias estaduais de Saúde.

Devido aos fatos destacados anteriormente, ao todo, o país totalizou na última segunda-feira (8) mais de 37 mil mortos pelo novo coronavírus. Os dados em questão foram consolidados às 20h da data citada e revelaram também que até o presente momento o Brasil conta com mais de 710 mil casos confirmados da doença.

Até a noite do último domingo (7), o número de confirmações era de 691.256.

É possível afirmar que esses dados foram obtidos através de uma parceira feita entre G1, Estadão, Folha de S.Paulo, Extra, O Globo e UOL, fato inédito no Brasil. Os veículos citados passaram a trabalhar em conjunto para conseguir levantar as principais informações relativas à pandemia depois que o Ministério da Saúde mudou a sua forma de divulgar os dados.

A iniciativa em questão recebeu elogios por uma série de membros da classe política, bem como do meio jurídico e de uma série de entidades representativas, visto que a informação a respeito da pandemia é essencial nesse momento de crise.

Com o consórcio em questão, os veículos de comunicação participantes pretendem manter os brasileiros informados sobre os números reais relativos a Covid-19, bem como sobre os avanços da doença do território nacional.

Assim, os dados publicados pelos jornalistas em questão também revelaram que entre as 20 cidades com maior índice de mortalidade atualmente, 12 estão localizadas no estado do Amazonas e somente 4 delas não pertencem à Região Norte do Brasil. No ranking geral, cinco capitais aparecem: Manaus, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza e Belém.

Entenda a formação do consórcio entre jornalistas

É possível afirmar ainda que a iniciativa dos veículos de comunicação citados foi tomada após o Ministério da Saúde modificar a maneira como os dados eram expostos ao público. O órgão passou a divulgar dados relativos somente às últimas 24h, deixando de lado o total acumulado da pandemia, tanto no que se refere a número de mortes quanto ao total de casos no Brasil.

Entretanto, o ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após analisar uma ação movida por partidos como o PSOL, o Rede Sustentabilidade e o PCdoB, determinou que a divulgação do Ministério da Saúde deve voltar a ser feita no modelo antigo. Após tomar a sua decisão, Moraes informou à Advocacia-Geral da União (AGU) que o prazo para isso é de 48h.

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