A Anpac (Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos) divulgou números da expectativa de Vagas que podem ser abertas para concursos públicos neste ano de 2018. As expectativas são boas, sendo que 162 mil novas vagas deverão surgir em seleções pelo país somente neste ano.

Essa expectativa não chega nem perto do numero de vagas que foram ofertadas em anos do início da década, quando choviam vagas em todo o Brasil. Mas o que anima os chamados concurseiros é que a expectativa de vagas para este ano é mais que o dobro das vagas ofertadas no ano passado, que foi algo próximo a 80 mil vagas.

Vale ressaltar que esse número não foi o que a Anpac tinha previsto para 2017, pois a associação havia estimado algo em torno de 89 mil vagas, o que não se concretizou. Os cálculos das vagas são feitos pela Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos tendo como base a quantidade de verba liberada como orçamento para seleções, a falta de servidores em empresas, além de fatores como aposentadoria de funcionários mais antigos, mortes e saídas opcionais.

Segundo Dyogo Oliveira, atual ministro do Planejamento, cerca de R$ 600 milhões vão ser liberados como verba para realizar concursos pelo Brasil.

Ainda segundo informações ele, nos dois últimos anos (2016 e 2017) o governo só liberou dinheiro para realização de concursos mais urgentes.

Gabriel Henrique Pinto, que é advogado da Central de Concursos, revelou que o que se espera para este ano é que as vagas represadas comecem a ser preenchidas. Um dos casos mais emblemáticos das vagas consideradas represadas é o caso da polícia do Estado de São Paulo, que conta com um déficit de aproximadamente 12 mil servidores.

Porém, nem todo mundo está otimista para um crescimento dos concursos em 2018. Segundo Hélio Teixeira, que professos da USP (Universidade de São Paulo) na área de gestão pública, os órgãos públicos não devem abrir muitos editais neste ano. Ele acredita que serão abertas menos vagas em comparação ao ano passado. A explicação para isso estaria nos problemas fiscais que o país atravessa, o que deve afetar todas as áreas.

O principal gerador de novas vagas para concursos é a reposição de cargos que se encontram vagos. Isso se dá pela baixa criação de novas vagas desde que a economia do Brasil entrou em uma profunda crise. Segundo o advogado da Central de Concursos, as criações de novas vagas são quase nulas desde o último mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se encerrou em 2010.

Cálculos do governo federal revelam que cerca de 40% dos servidores públicos devem se aposentar nos próximos 10 anos. Ou seja, no mínimo isso representa 216 mil vagas que poderão ser abertas para concursos. Há ainda a expectativa de alguns servidores adiantarem suas aposentadorias para evitar problemas com a Previdência.

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