As coincidências nefastas não param de atingir os fãs do universo funk no Brasil. Primeiro foi o MC Naldinho, autor do hit ‘Um tapinha não dói’, que morreu no dia 6 de setembro em Itaboraí, Rio de Janeiro, vítima de problemas renais. Na tarde de domingo, foi a vez do controverso artista Mr. Catra, vir a óbito na Cidade de São Paulo.

Wagner Domingues Costa, nome de batismo de Mr. Catra, encontrava-se internado no HCor (Hospital do Coração), recebendo tratamento intensivo contra um câncer que teve início no estômago. A assessoria de imprensa do funkeiro carioca confirmou oficialmente a morte dele, que deixou a três mulheres viúvas, com 32 filhos e mais 4 netos.

Assessoria de Imprensa comunica a morte de Mr. Catra

O comunicado oficial dos assessores de Mr. Catra explicou que o músico faleceu na tarde do frio domingo em São Paulo, uma vez que já se encontrava sob os cuidados médicos dos especialistas no Hospital do Coração na capital da cidade, por padecer de um terrível câncer do trato gástrico.

Foi o Dr. Ricardo Motta, cirurgião oncológico, que deu a notícia aos familiares da personalidade em torno das 15h20 da tarde. A assessoria de imprensa ainda fez questão de externar agradecimentos ao grande público, fãs de Catra, e imprensa de um modo geral, por todos entenderem o que estava se sucedendo nesse momento de extrema dor e tristeza dos familiares do funkeiro.

O câncer de estômago de Mr. Catra foi diagnosticado no início de 2017; sendo que, desde então ele estava sendo tratado de modo intensivo, submetendo-se a uma dieta rigorosa, perdendo o total de 35 quilos e aproveitando o momento adverso, os médicos que lhe assistiam deram recomendações explícitas para que ele parasse de fumar.

O HCor por sua vez confirmou que o cantor morreu às 15h20, tendo sido mais uma vítima de falência múltipla dos órgãos em função do câncer no estômago.

Mr. Catra um pouco antes de morrer teve a necessidade de tratar uma pancreatite que se abateu sobre ele, obrigando que sua dieta alimentar fosse tida ainda mais urgente pelos médicos.

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Famosos

O artista sofria também de diabetes, o que piorou o seu estado vital, inclusive tendo o risco premente de perder a visão. Por causa do seu quadro debilitado, Mr. Catra vinha fazendo menos shows, e se mudou para São Paulo Capital, onde ia uma vez por semana ao hospital para ser tratado com quimioterapia.

Síntese da carreira musical de Mr. Catra

Catra era dono de uma voz cavernosa, sendo um destaque no papel de libertação da música. Ao longo de sua carreira produziu hits de sucesso explosivo, com letras jocosas e de cunho sexual, como, por exemplo, “Adultério” (uma das versões de “Tédio”, do conjunto Biquíni Cavadão), “Vem todo mundo” e “Uh papai chegou”, entre outras.

O funkeiro apadrinhou outras Celebridades do gênero em questão, como a Gaiola das Popozudas (desse conjunto saiu para o estrelato Valesca Popozuda) e Tati Quebra-Barraco.

Mr. Catra teve a sua trajetória narrada no documentário “90 dias com Catra” e a antropóloga Mylene Mizrahi escreveu o livro “A estética funk carioca: criação e conectividade em Mr. Catra", sobre o músico de comportamento no mínimo polêmico e apaixonante para muitos.

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