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O filme referente à trajetória do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) já está em fase de produção. O jornalista baiano conquistou fama nacional após vencer a quinta edição do programa Big Brother Brasil, veiculado pela Rede Globo em 2005. Segundo a revista Veja, a produção cinematográfica vai retratar a história de Wyllys desde seus tempos de professor universitário, como Mestre em Letras e Linguística, até seu recente envolvimento na política brasileira.

Nas eleições de 2014, Wyllys reelegeu-se como o sétimo deputado federal (PSOL-RJ) mais votado no Rio de Janeiro, com mais de 144 mil votos. Em 2010, o baiano havia sido eleito com apenas 13 mil votos, chegando à Câmara dos Deputados com o auxílio da votação expressiva do deputado federal Chico Alencar.

Desde então, vem ganhando destaque como um dos representantes da causa LGBT mais ativos no universo político de Brasília.

O filme, em formato de documentário, será intitulado "Tempos de Jean Wyllys" e será produzido pela produtora Lente Viva, de São Paulo. Um projeto de captação de recursos foi aprovado no total de R$ 842.648. A direção do longa-metragem está a cargo de Carlos Juliano Barros, um dos autores do premiado documentário "Carne, Osso" (2011), sobre as precárias condições de trabalho em frigoríficos brasileiros. A produção está programada para chegar ao circuito nacional de Cinema em 2016.

Em entrevista ao site UOL, Barros afirmou que o filme começou a ser gravado há dois anos e que pretende dar ênfase à trajetória política de Wyllys. O cineasta vai abordar a ascensão do jornalista na Câmara de Deputados para discutir temáticas voltadas à esfera LGBT e a repercussão do tema no Congresso Nacional.

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Buscando além do convencional, Barros pretende revelar bastidores das discussões políticas, fugindo ao formato clássico de documentário.

Luta em prol da causa LGBT

A pedido de Wyllys, o Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF) interrompeu um curso de orientação sobre homossexualidade voltado para pastores entre 19 e 23 de janeiro. O evento, ministrado pelo ex-homossexual Claudemiro Ferreira, foi suspenso após a denúncia de supostamente tratar a homossexualidade como doença e, assim, promover a "cura gay". No entanto, após repercussão negativa sobre a interrupção do curso e a argumentação dos grupos evangélicos, o MP decidiu arquivar o caso.