O Instituto Tomie Ohtake em São Paulo receberá no mês de setembro a mostra: "Frida Khalo e as mulheres surrealistas do México", na qual, estarão expostas obras das pintoras, como: Remedio Varo, Lenora Carrington e Maria Izquierdo, entre outras. A mostra já havia sido confirmada para o segundo semestre, porém, sem ainda a divulgação oficial do mês.

Frida Khalo

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón nasceu em Coyacán, México, no dia 6 de julho de 1907 e morreu no mesmo lugar em 13 de julho de 1954. Filha de Guillermo Kahlo e Matilde Calderon y Gonzales, Frida sempre foi muito próxima e apaixonada pela cultura mexicana de sua mãe, embora fosse mais ligada ao pai, que era fotógrafo.

Sua vida foi marcada por tragédias, começando aos seis anos, quando teve poliomielite. A doença deixou como sequelas uma lesão em um dos pés e uma das pernas mais fina que a outra. Seus vestidos longos e calças muito têm a ver com esse fato, embora ela não se abalasse por isso: "Para que preciso de pés, se tenho asas para voar?", dizia.

Aos 18 anos outro fato marcante, um acidente de bonde que a deixou de cama entre a vida e a morte por vários meses e obrigou a muitas cirurgias, pois foi perfurada em várias partes do corpo. Durante a recuperação, começou a pintar, deitada mesmo: Autorretrato em vestido de veludo, de 1926. Esse foi o primeiro dos muitos autorretratos que ela faria.

Aos 22 anos casou-se com o pintor Diego Rivera, também mexicano e membro do Partido Comunista, assim como ela, com quem teve uma relação conturbada e problemática.

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Ambos colecionavam muitos casos extraconjugais, sendo que Frida era bissexual assumida e teve inúmeros amantes, homens e mulheres. Foi morar nos Estados Unidos com o marido, onde teve sua primeira exposição individual em Nova York, em 1939.

Sua obra retratava muito da cultura mexicana e sua Arte folclórica indígena asteca, mas não deixava de lado os movimentos de vanguarda artística europeia e o marxismo. Em 1938, tendo conhecido André Breton, o especialista qualificou sua obra como surrealista, mas a artista respondeu que "Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade".

Seu maior legado, além das obras artísticas, é o estilo de vida e a liberdade de ser mulher. Sua força a fez ser do jeito que queria e ganhar tamanho reconhecimento em uma sociedade que ainda tratava as mulheres como seres menos capazes. Ela até hoje é inspiração para mulheres de todos os lugares e idades.