Relembre a vida de Fernando Ramos da Silva, famoso por ter interpretado o menino de rua Pixote no Cinema.

No início dos anos 70, o escritor José Louzeiro conheceu Dito, menino com um pouco mais de 15 anos de idade, órfão de pai, desamparado pela mãe e "recusado" pela sociedade. Seu lar: as ruas. Tornou-se delinqüente, foi torturado em delegacias do Rio de Janeiro e São Paulo e acabou sendo encontrado morto.

Essa trajetória de vida deu origem ao livro do escritor chamado "a Infância dos Mortos" de 1977.

Em 1981, a história foi adaptada pelo cineasta Hector Babenco no filme, "Pixote - A lei do Mais Fraco", longa-metragem brasileiro conhecido e aclamado no exterior.

O ator Fernando Ramos da Silva, na época com apenas 11 anos de idade, morador da cidade de Diadema (SP), foi selecionado para o papel de protagonista entre 1.500 crianças.

Assim, atuou como personagem principal na produção.

Por conseqüência de sua interpretação inesquecível e carismática, Fernando conseguiu emocionar a todos, interpretando Pixote, personagem este que vivia nas ruas e sobrevivia através de pequenos crimes. Garantiu assim para o filme sucesso mundial, além de vários prêmios, entre eles: indicação ao Globo de Ouro na categoria melhor filme e Leopardo de Prata no Festival de Locarno.

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Além do filme de Babenco, Fernando também atuou no longa metragem, "Eles não Usam Black-Tie" de Leon Hirzman, e na novela da TV Globo "O Amor é Nosso". Analfabeto, tinha dificuldades em decorar suas falas, o que causou a quebra de seu contrato com a emissora e o retorno à sua cidade natal.

Passado algum tempo, em uma situação um tanto quanto constrangedora, conheceu Aparecida Venâncio. Ela, que sua fã nº 1, ouviu pelo rádio a prisão de Fernando após este furtar uma TV.

Ao saber do fato, a admiradora foi à delegacia onde ele estava preso, e convenceu o delegado a lhe conceder o direito de uma rápida visita ao rapaz.

Este, sentindo-se "abandonado" pelo meio artístico, passou a se relacionar com a mulher. Após esse relacionamento, dois fatos importantes ocorreram sua na vida: outra prisão e o nascimento da filha Jacqueline.

No dia 25 de agosto de 1987, após seis anos de sua aparição nos cinemas do mundo, e seu carisma, acabou tendo o mesmo destino trágico de seu personagem, sendo morto após um suposto assalto.

Anos mais tarde, Aparecida escreveu um livro sobre a vida de Fernando intitulado "Pixote Nunca Mais". A publicação originou o filme "Quem Matou Pixote?", lançado em 1996 pelo cineasta José Jofilly. O longa também foi premiado, com o ator Cassiano Carneiro, que viveu Pixote, ganhando o prêmio de melhor ator no Festival de Havana.

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