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Em uma forte crítica da sociedade alemã, o artista Daniel Richter convida para a reflexão sobre velhos slogans solitários na Europa, em uma exposição no Museu de Arte Moderna Louisiana, na Dinamarca, localizado cerca de 30 minutos da capital Copenhague.

O artista questiona a falta de reflexão da sociedade alemã na pós-modernidade em uma crise de identidade, em uma nação de vanguarda que tem filósofos como Habermas, Nietzsche e Kant.

Através de pinturas fortes em imagens de refugiados em quadros enormes, movimentos de vanguarda e uma tremenda explosão de cores, o alemão Daniel Richter, que vive atualmente em Hamburgo, tenta levar as pessoas ao engajamento sobre as grandes questões da Europa do século XXI.

Na exposição, 45 peças criadas entre 1995 e 2015, vislumbram momentos tais como os do início da década de 2000, marcada por uma forte tensão na política de imigração de refugiados após os atentados terroristas de 2001 e que teve como efeito o crescimento de uma política de restrição à imigração na Europa com efeitos colaterais até no Brasil, com o aumento no número de refugiados. Temas como esse levam o visitante a questionamentos sobre liberdade, segurança e o direito de ir e vir.

A exposição que está no museu Louisiana até o início de janeiro de 2017 é a primeira do artista alemão na Escandinávia. O espaço é extremamente agradável, com um grande jardim repleto de esculturas, algumas de Henry Moore, e incríveis árvores com mais de 100 anos que convidam o visitante a sentar-se nos bancos do jardim e aproveitar os dias amenos do sol do outono da Dinamarca. 

Um restaurante/café é parada obrigatória para todos turistas que desejam visitar o Museu Louisiana e que tem uma incrível vista para o mar na pequena cidade de Humlebeak.

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Do alto da colina é possível observar barcos e praticantes de paddle no mar.

Novos talentos 

O designer dinamarquês Jonas Westeberg criou a escultura "Morcego (Bat)" para o festival de música heavy metal CopenHell que aconteceu no verão deste ano em Copenhague com uma peça extremamente excitante e que remete ao mal.

Ele é da geração de novos artistas dinamarqueses que trabalham a criatividade em grandes espaços ao ar livre incentivando experiências coletivas.