Profetas, videntes e místicos de todas as religiões e diferentes culturas anunciaram a chegada de uma Nova Era, de uma Idade de Ouro da humanidade, onde a abundância, a beleza e a paz reinariam por mil anos.

Para muitos, a humanidade está vivendo, nesse exato momento, a alvorada dessa Nova Era.

Uma série de eventos e sinais astrológicos [VIDEO] significativos; movimentos sociais e geológicos; migrações e imigrações por todo o globo; assim como mudanças de paradigmas sócio - culturais decorrentes de novas descobertas científicas; atestam que realmente estamos vivendo um período de transição planetária.

Nesse contexto, não está sendo surpreendente para nenhum estudioso do movimento constatar e perceber o retorno ao círculo que, natural e espontaneamente, o Movimento das Danças Circulares está propondo, enquanto vivência coletiva, nesse mágico momento da humanidade, a Transição Planetária.

Momento em que estamos repensando caminhos para a construção de um mundo melhor, mais ético e mais digno à natureza de Ser Humano.

Um Novo Ciclo Cósmico

Foi na magia e na fertilidade do círculo que vivenciamos nos primórdios de nossa civilização as primeiras experiências em comunidade celebrando a vida, a fertilidade, a beleza, a alegria, o desconhecido, Deus. Por isso, não é de se admirar que, no limiar de uma Nova Era, os “Homens de Boa Vontade” se reúnam em círculos (Rodas de Danças Circulares) por todo o mundo, celebrando de mãos dadas esse novo Ciclo Cósmico que se inicia.

Em uma despretensiosa circulada pelo Universo das Danças Circulares é possível um reencontro com o Movimento Universal, com a dança "una na sua essência e diversa na sua imanência"; vivenciada e pesquisada como uma atividade holística por Helenita Sá Earp, pioneira do Ensino da Dança nas Universidades Brasileiras.

O Homem Integral

Fundamentada na Filosofia do Homem Integral do Filósofo Universalista brasileiro Humberto Rohden, a vanguardista concepção de Dança de Helenita Sá Earp entendia o homem como um microcosmos a imagem e semelhança do macrocosmos; sujeito às mesmas Leis que regem a dinâmica do Universo e também infinito em possibilidades de expressão nas dimensões do Tempo, do Espaço, da Forma e do Ritmo. Um corpo/espírito (microcosmos) instrumento e canal para a expressão de sua natureza divina, quando conectado conscientemente à Fonte Cósmica de Luz, beleza, abundância e amor infinitos. Para alguns, Deus.

Danças Circulares

As Danças Circulares estão naturalmente abrindo espaços, vórtices energéticos por todo o planeta para a experimentação e a vivência dessa conexão com nossa essência de ser humano, com a essência do outro, com o ecossistema e com o cosmos em sua infinita magnificência. E o melhor de tudo isso é que não é necessário ser especializado em Dança para se integrar ao Movimento.

Basta o desejo de vivenciá-lo e a coragem de experimentar a alegria, a satisfação e o prazer de dar às mãos e dançar a vida em comunidade.

Sem sombra de dúvidas a vivência em círculo é a que mais nos proporciona a alegria de ser e se sentir humano, na mais profunda acepção da palavra. O círculo nos iguala, nos unifica e ao mesmo tempo destaca nossas enriquecedoras diferenças. No círculo conexões conscientes e inconscientes se estabelecem nos planos mais sutis das relações humanas com consequências curadoras, sanadoras, transmutadoras e transformadoras; tanto no plano individual, quanto no plano da vivência em comunidade.

8º Festival de Danças Circulares do Vale do Paraíba

Circular pelo 8º Festival de Danças Circulares do Vale do Paraíba e vivenciar um movimento cultural envolvendo a Dança, sem a soberba e a empáfia que caracterizam a atmosfera do universo da Dança dita “Profissional” no Brasil, foi rejuvenescedor. Foi restabelecer a conexão com a essência do Movimento Universal natural, sem maneirismos, sem motivações outras que não a conexão com esse poderoso fluxo.

A Integração vem quando a entrega, a confiança, aceitação e a gratidão a esse “Fluxo do Movimento” se estabelecem e o “Ator Social” passa a ser co/criadora consciente da sua realidade, a partir do Domínio do Movimento, agora fundamentada na Filosofia da Arte como Filosofia de Vida. Ele entrou no Plano do Movimento Universal, como dizia a professora Helenita Sá Earp. Tornou-se o Filósofo Artista como afirmava Huberto Rohden.

E o que temos visto nas maravilhosas rodas circulando pelo mundo a fora? Exatamente isso. "Atores sociais" entrando naturalmente no Plano do Movimento e da Integração através das “Danças circulares”, principalmente quando livres de preconceitos, crenças e técnicas de movimentos limitantes pré-estabelecidas; entregues totalmente e sem resistências à Lei Básica do Movimento, a Eterna Mudança.

Que a Luz se expanda em nossas consciências agora e sempre através do Movimento Universal, a Dança Cósmica da Vida!