Acometido por um AVC e internado desde o dia 6, no Hospital São Paulo, Álvaro de Moya partiu deste mundo nesta segunda-feira (14), deixando um legado de colaborações frequentes à televisão, à mídia escrita e às histórias em quadrinhos. Álvaro foi um dos pioneiros da televisão brasileira, trabalhando nas TV's Excelsior, Paulista, Bandeirantes, Cultura e Tupi, geralmente nas funções de diretor, produtor e roteirista em diversos programas dessas emissoras. Teve sua almejada experiência como desenhista de histórias em quadrinhos, produzindo várias histórias e capas para a Editora Abril.

Contribuiu com matérias e colunas em jornais como O Estado de S.

Paulo, Folha de S. Paulo e Folha da Tarde, e em revistas como a Realidade e Abigraf, geralmente falando de sua paixão: as histórias em quadrinhos. Escreveu vários livros sobre o tema, sendo que o último, intitulado "Eisner/Moya - Memória de Dois Grandes Nomes da Arte Sequencial", em que revela detalhes de sua amizade com o autor de quadrinhos Will Eisner (1917-2005), teria lançamento este mês pela Editora Criativo.

Entre tantas coisas impactantes em sua vida, há a sua participação na organização da primeiríssima Exposição Internacional de Quadrinhos, realizada em 8 de junho de 1951, em São Paulo, ao lado de colaboradores do calibre de Jayme Cortez, Miguel Penteado, Reinaldo de Oliveira e Syllas Roberg, numa época em que essa vertente da arte ainda sofria muito preconceito da sociedade, motivada por estudos controversos que ligariam os quadrinhos à delinquência juvenil, evasão escolar etc.

Tempos depois, em certa ocasião durante a década de 70, Álvaro representou o Brasil no Festival de Quadrinhos de Lucca, na Itália, importantíssimo e conceituado evento realizado até os dias atuais.

Desmaiou dentro do banheiro

Álvaro havia passado mal dentro do banheiro de sua residência, no domingo retrasado, dia 5. Foi encontrado e socorrido por seu filho, Sergio. Deu entrada no Hospital São Paulo no dia seguinte. Havia ficado viúvo [VIDEO] após a morte da sua segunda esposa, Cláudia Marina Lévay (1962-2013), que era roteirista de filmes como "Tainá - Uma Aventura na Amazônia" e "Tainá 2 - A Aventura Continua". Cláudia foi sua companheira por mais de 30 anos.

Com sua passagem, Álvaro de Moya deixa dois filhos, Sergio e Silvia. E um legado incontestável em diversos segmentos.

Descanse em paz, Álvaro. #SaoPaulo #Álvaro de Moya #Literatura