Os amantes do bom e velho "bolachão" podem dormir sonos tranquilos. Depois do anúncio da Sony Music do Japão que voltará a fabricar discos de vinil, 30 anos depois de ter abandonado a produção, os dados relativos às vendas do suporte analógico por excelência continuam dando sinais positivos.

A Nielsen Music revelou que as vendas de vinil cresceram 2%, passando de 6,22 para 6,36 milhões de unidades nos Estados Unidos nos primeiros seis meses de 2017. Apesar da crise da indústria musical e uma queda geral na venda dos álbuns, devido principalmente à diminuição dos downloads digitais e da venda de CDs, o vinil continua gozando de ótima saúde.

Parcialmente responsáveis por esta "segunda juventude" do disco são as continuas reedições de álbuns históricos, objetos do desejo dos aficionados. Estes relançamentos atuais oferecem uma alternativa aos álbuns originais da época, cada vez mais raros e indisponíveis e cujo valor chega em muitos casos a ser proibitivo.

Os novos discos são quase sempre produzidos com ótimos materiais em vinil de 180 gramas. O som, quando necessário, passa por uma remasterização, o que garante o máximo da fidelidade. Os detalhes da arte visual do vinil, sempre importante atrativo deste formato, são perceptíveis nas capas e nos insertos, que procuram manter-se fiéis aos originais. Os discos, não raro, contêm material extra, como é o caso do Sgt. Peppers Lonely Heart Club Band, dos Beatles, que na recente edição de 50 anos de aniversário (o disco mais vendido de 2017 com quase 40 mil cópias) ganha um disco extra com versões alternativas das 13 faixas da obra-prima de 1967.

Mais um relançamento dos Beatles, "Abbey Road", de 1969, com quase 30 mil cópias, se encontra entre os dez discos mais vendidos deste ano, em companhia de outros LPs históricos, como "The Dark Side Of The Moon", do Pink Floyd, "Purple Rain", de Prince, "Legend", de Bob Marley, e "Legacy", coletânea de David Bowie.

Naturalmente, tem espaço para os novos artistas também. Entre os mais vendidos, o fenômeno Ed Sheeran, a dupla americana indie-pop Tennis e os britânicos The XX são alguns nomes de grande destaque, com uma curiosidade: vendem muito as trilhas sonoras dos grandes sucessos de bilheteria, como "La La Land" , "Guardiões da Galáxia" e até mesmo o “clássico” de Quentin Tarantino “Pulp Fiction”, de 1994.

Com as feiras de vinil que se multiplicam, o crescente número de relançamentos e a propensão dos novos artistas a gravar neste formato, por enquanto, o futuro do disco de vinil não está em perigo. #discodevinil #Música