Neste último domingo (3), foi encerrada a 28ª Edição do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, realizado pela Associação Cultural Kinoforum. O evento ocorreu entre os dias 24 de agosto e 3 de setembro em 23 locais de exibição espalhados pela capital e arredores paulistas. Foram exibidos cerca de 350 filmes de mais de 40 países.

As sessões foram divididas por temas, como "Feminino Plural", "Mostra Latino-Americana", "Sorrindo à Francesa", "Refugiados" e "Mulheres Negras".

Além da programação de curtas-metragens, ocorreram atividades paralelas, como ações em escolas e workshop para novos cineastas brasileiros.

Segundo Zita Carvalhosa, diretora do evento, o diferencial deste ano foi apostar no viés do humor, que ampliou o público. Ela destaca o aspecto de chamariz que o cartaz do evento feito pela artista Laerte representou. Mesmo alguns dias antes do final do festival, notou-se que as sessões de humor (do Programa "Humor em Tempos de Cólera") estavam bastante lotadas.

"Este público não veio somente para a sessão de humor, mas as pessoas se conectaram mais ao evento com este convite. Acho que é um linguagem universal, isto porque, apesar de a programação não estar mais leve, houve uma ampliação de público", afirmou.

Premiações

Apesar de não haver caráter competitivo, o Festival conta com a participação do público para escolher os filmes favoritos da programação. No dia 1º de setembro, aconteceu, na Cinemateca Brasileira, um evento de encerramento e premiação dos mais votados.

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Cinema

Foram 17 prêmios oferecidos por apoiadores, parceiros e patrocinadores.

A animação "Torre", da diretora Nadia Mangolini, ganhou o Prêmio Canal Brasil e o Prêmio ABCA de Melhor Animador. O curta-metragem tem 18 minutos e conta a história da infância de quatro irmãos, filhos do primeiro desaparecido político da ditadura militar brasileira, Virgílio Gomes da Silva. Também foi aclamado pelo público o filme "Mais uma Dona Maria", de João Guimarães, que receberá menção honrosa na TV Cultura.

Confira os demais premiados:

"Luiza", de Caio (Baú Brasil - PR), Prêmio Itamaraty; "Retratos para você", de Pedro Nishi (Brasil - SP, China), Prêmio Revelação; "Que tal a vida camaradas?", de Luis Felipe Labaki (Brasil - SP), Prêmio Aquisição TV Cultura; "No caminho da escola", dos alunos do projeto animação (Brasil), Menção Honrosa TV Cultura; "A gis", de Thiago Carvalhaes (Brasil - SP, Portugal), Prêmio Aquisição SESCTV Filme Nacional; "Onde Eufrates e Sava correm juntos", de Andreas Muggli (Suíça), Prêmio Aquisição SESCTV Filme Internacional; "O Espírito do Bosque", de Carla Saavedra Brychcy (Brasil - SP), Prêmio Aquisição TNT; "Mata Grande", de Severino Neto (Brasil - MT), Prêmio LABEX Curta Kinofórum; "De tanto olhar o céu gastei meus olhos", de Nathália Tereza (Brasil - MS), Prêmio Canal Curta/Porta Curtas; "Vanda Vulgo Vedita", de Andréia Pires e Leonardo Mouramateus (Brasil - CE), "Periquita", de Renata Gasiorowska (Polônia) e "Vaca Profana", de René Guerra (Brasil - SP), Prêmio Borboleta de Ouro.

Parceiros dentro e fora do Brasil

A participação de filmes cujos realizadores são estrangeiros acontece graças à colaboração de instituições, como o Consulado de Portugual e de Israel, a Universidad del Cine da Argentina, o Nordisk Film Institute da Noruega, e o Festival Internacional de Cine Viña del Mar, do Chile. Por parte do Brasil, o Festival conta com organizações parceiras, como a Academia Internacional de Cinema (AIC), a Escola Livre de Cinema e Vídeo (ELCV), a Faculdade Cásper Líbero e outras diversas instituições de ensino.

A diretora Zita Carvalhosa destaca o curta-metragem "Watu Wote" ou "Todo Mundo", filme alemão da diretora Katja Benrath, que trata do problema de ataques terrorristas do Al-Shabaab – movimento fundamentalista islâmico –, no Quênia. A organizadora acredita que este seja um filme narrativamente muito consistente, o que, em sua opinião, está em falta.

Segundo ela, o filme "trata de um assunto duro e traz para dentro da tela; é um filme de escola super acertado".

A história mostra que, apesar de o clima de ansiedade e desconfiança crescer entre muçulmanos e cristãos, os passageiros muçulmanos de um ônibus provam que, mesmo durante um ataque, a solidariedade pode prevalecer. O filme foi feito por estudantes da Hamburg Media School, segundo site da instituição.

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