Criatura que se apresenta como um palhaço aterroriza a população de uma cidade local. Um grupo de crianças decide enfrentar o monstro.

Essa é a sinopse básica de It - A Coisa, um dos livros de maior sucesso do mestre do terror Stephen King. Escrito em 1986, a história agradou tanto a fãs do gênero como a crítica especializada, e ganhou o British Fantasy Award em 1987. Com mais de mil páginas e narrativas alternadas entre a infância dos personagens e sua vida adulta, It - A Coisa lida com temas que, posteriormente, se tornaram característicos do autor: traumas infantis e suas consequências na vida adulta, sacrifícios, as formas do Mal.

Mas esse é o livro. Agora vamos ao filme. Não se pode dizer que a adaptação esteja mal feita; outros livros do autor passaram maior constrangimento nas telas. Como, porém, mil páginas não cabem em duas horas, o que vemos aí é a primeira parte da história, que mostra a infância conturbada dos personagens e o enfrentamento do monstro - Pennywise, o palhaço dançarino.

Muschietti consegue que It - A Coisa não caia na velha questão de "muito sangue e pouca história" mas, como um todo, a trama poderia ter sido melhor aproveitada.

O diretor poderia ter ido mais a fundo na questão dos medos infantis, porém o apelo comercial, característico do terror norte-americano, falou mais alto - again!

E questões sociais como racismo e preconceito, presentes na trama, são abordadas de maneira superficial. O ênfase fica mesmo para a prática do bullying, prática essa que os norte-americanos parecem, a julgar por vários de seus Filmes, dominar com esmera crueldade.

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Em It - A Coisa ficam dúvidas sobre quem é o verdadeiro vilão da história.

E, falando nele: a caracterização de Pennywise está bem mais aterradora do que na versão de 1991, feita para a televisão. Com suas súbitas aparições (e sua boca cheia de dentes), o demoníaco palhaço pode até causar alguns sustos, mas nada além do que vilões clássicos já não tenham feito.

O maior acerto do diretor foi o elenco mirim.

Os jovens atores, na sua maneira infantojuvenil de lidar com as agruras de uma infância problemática, são responsáveis pelos melhores momentos do filme, bons ou maus. Paixonites e ciúmes são bem traduzidos pelos personagens, assim como o contato direto com o Mal em suas formas diversas.

Para fãs do gênero ou de Stephen King.

Com Bill Skarsgard, Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis e outros.

Estreia dia 07 de setembro.

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