Fica em #Curitiba (PR), o primeiro Museu do Holocausto da América Latina, continente que recebeu imigrantes refugiados e oficiais nazistas após a guerra. Há outros Museus do #Holocausto similares no mundo, Washington, Paris, Berlim. O maior e mais completo é o Yad Vashem (Mão de Deus) http://www.yadvashem.org/, em Jerusalém.

No Museu de Curitiba, a entrada é gratuita e a visita tem de ser agendada antes pelo site http://www.museudoholocausto.org.br/

A experiência com uma das páginas mais tristes da história, que ele proporciona, nos leva à uma viagem reflexiva sobre o passado e o presente. Temos assistido à ondas crescentes de antissemitismo e xenofobia em vários lugares do mundo, como o episódio de Charlottesville, nos EUA.

Veja o vídeo de uma visita ao museu:

O museu é escuro propositalmente para remeter àqueles tempos sombrios, ao clima pesado da opressão e da guerra, é como se adentrássemos numa era de trevas. Na entrada, uma vitrine mostra dezenas de malas, sem donos, vidas roubadas pelo nazismo.

A visita é conduzida por uma guia que nos conta histórias inspiradoras de sobreviventes que escaparam da tragédia. O caráter educativo fica claro quando ela explica como o preconceito e o ódio foram disseminados pela propaganda nazista.

Impossível não se emocionar com a foto gigante do gueto de Varsóvia, o maior da Europa, mostrando a ponte repleta de gente. Fotos, cartazes, som e projeções de vídeo chamam a atenção para a maior tragédia do século XX, a perseguição a judeus durante a Segunda Guerra Mundial e também a oponentes do regime nazista.

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O líder alemão Adolf Hitler espalhou pela Europa campos de concentração e a política do extermínio em massa. O genocídio ficou conhecido como Holocausto ou Shoah. Famílias inteiras despareceram ou foram separadas. De forma respeitosa, em exposição multimídia lembramos a morte de 6 milhões de judeus, ciganos, presos políticos.

Todos sabem que o regime nazista obrigava os judeus a colocarem uma estrela amarela em suas roupas. Nas vitrines centrais do museu, é possível ver como a religião foi motivo de perseguição, nos documentos originais da época, fruto de doações de imigrantes.

Neles observamos que as pessoas eram obrigadas a colocar a letra ‘’J’’, em vermelho, nos passaportes ou papéis de viagem como Laissez-Passer. Pior: exigiam que os homens acrescentassem ao lado do nome deles, a palavra Israel e as mulheres, o nome Sarah. A discriminação chegava ao seu cúmulo.

Em todo mundo, temos assistido às ondas crescentes de antissemitismo e xenofobia. O museu cumpre seu papel ao ilustrar o que ocorre quando a intolerância cresce. #blastingVR