Em 1937, Walt #Disney lançou seu primeiro longa-metragem de animação, Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs, 1937), que foi um grande sucesso de bilheteria e até hoje encanta gerações.

Para produzir os movimentos dos personagens com perfeição, Disney usou a técnica da rotoscopia, que consiste em filmar atores reais e usar seus movimentos como base para os desenhistas reproduzirem. Para interpretar Branca de Neve no filme base, ele contratou a jovem Marjorie Belcher, de 18 anos, que recebeu U$ 10,00 dólares por dia de trabalho.

Marge Champion nasceu Marjorie Celeste Belcher, em 02 de setembro de 1919, em Los Angeles.

Filha do coreógrafo Ernest Belcher, a sua primeira experiência cinematográfica também foi com Disney, quando posou como modelo para o desenho (curta-metragem) A Deusa da Primavera (The Goddess of Spring, 1934), primeira animação dos estúdios a retratar personagens humanos.

Em 1937, a atriz casou-se como o animador Art Babbitt, que trabalhava para Disney e ele sugeriu Marge para ser a referência de Branca de Neve, que teve a voz dublada por outra pessoa, a atriz Adriana Casellotti. Babbitt é mais lembrado hoje por ser o criador do personagem Pateta (Goffy).

Após a experiência modelando para animações, ela estreou no cinema dançando no filme Delinquent Parents (1938).

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No ano seguinte, estrelou o western Xerife Trovador (Honor of the West, 1939) uma produção de baixo orçamento da Universal. No mesmo ano, atuou em seu primeiro musical, A Vida de Vernon e Irene Castle (The Story of Vernon and Irene Castle, 1939), estrelado por Fred Astaire e Ginger Rogers.

Marge voltaria a trabalhar para Disney, posando como modelo para a Fada Azul de Pinóquio (Pinocchio, 1940) e como modelo das avestruzes dançarinas em Fantasia (Idem, 1940). Em 1973, os estúdios aproveitariam seus antigos arquivos de Branca de Neve para reproduzir os movimentos na cena de dança da Lady Marian em Robin Wood (Idem, 1973).

Em 1940, ela e Art Babbitt se separaram e a atriz ficou alguns anos afastada das telas de cinema. Em 1947, ela casou-se com o dançarino Gower Champion e passou a adotar o seu sobrenome. Ela e o marido formaram uma dupla de dançarinos que fez muito sucesso.

Gower também tinha experiência em cinema, e convenceu a esposa a voltar a #Hollywood. Eles estrearam juntos nas telas em A Secretária do Malando (Mr. Music, 1950). A MGM contratou o casal para seus musicais, o primeiro deles foi o remake de O Barco das Ilusões (Show Boat, 1951).

Em seguida ,eles atuaram em O Amor Nasceu em Paris (Lovely to Look At, 1952), um remake de Roberta (Idem, 1935), estrelado por Ginger Rogers e Fred Astaire [VIDEO]. A MGM queria que o casal refilmasse todos os clássicos da dupla, mas Marge e Gower se recusaram, atuando apenas em O Amor Nasceu em Paris.

Marge e Gower Champion em O Amor Nasceu em Paris

A recusa do casal de imitar Fred e Ginger custou caro para a carreira deles. Após atuarem em Tudo o que Tenho é Teu (Everthing I Have is Yours, 1952) e Procura-se Uma Estrela (Give a Girl a Break, 1953), o casal foi demitido do estúdio, passando a trabalhar na televisão. Eles voltariam a participar de um filme na MGM, já como freelancers, dançando em A Favorita de Júpiter (Jupiter's Darling , 1955).

Após atuarem em Aposenta-se Um Marido (Three for the Show, 1955), o casal nunca mais atuou junto no cinema. Eles tiveram seu próprio programa de televisão, The Marge and Gower Champion Show (1957) e se separaram em 1973.

Com o declínio dos musicais, Marge ficou afastada alguns anos dos filmes, passando a dar aula de danças e trabalhar como coreógrafa. Também trabalhou como professora de dicção em alguns filmes e séries de televisão. Ela voltaria ao cinema na década de sessenta, atuando em Um Convidado Bem Trapalhão (The Party, 1968), Enigma de Uma Vida (The Swimmer, 1968) e Uma Noiva Para Charlie (Cockeyed Cowboys of Calico County, 1970). Seu último trabalho como atriz foi na série de TV Fama (Fame, 1982).

Com quase 100 anos de idade, Marge Champion, que também é uma grande estrela da Broadway continua dando aulas de dança em sua acadêmia e constantemente concede entrevistas e depoimentos para documentários.