O Theatro Municipal é um dos grandes patrimônios culturais da cidade de São Paulo. Não apenas como palco de diversos eventos, mas como monumento arquitetônico com toques renascentistas e barrocos. Esse imponente prédio no centro da cidade era um símbolo da grandeza que São Paulo queria ter – e teve.

Sua construção demorou oito anos: começou em 1903 e terminou em 1911. Pago com dinheiro público e dos milionários barões do café, o #Teatro Municipal teve projeto do arquiteto Ramos de Azevedo e contou com a colaboração dos italianos Claudio Rossi e Domiziano Rossi. Inspirado pela Ópera de Paris, o luxo do prédio tem uma razão muito simples: São Paulo queria parecer uma cidade europeia.

A inauguração deve ter sido um evento incrível: mais de vinte mil pessoas acompanharam a chegada das personalidades da época.

Pelo lendário palco do Teatro Municipal passaram as maiores atrações culturais do século 20. Vozes como Enrico Caruso, Ella Fitzgerald e Maria Callas; maestros como Arturo Toscanini e Heitor Villa-Lobos; pianistas como Arthur Rubinstein e Guiomar Novaes; bailarinos como Nureyev e Baryshnikov. Todos os grandes artistas do século passado tinham orgulho de pisar no palco do Teatro Municipal de São Paulo.

Em mais de um século de existência, o Theatro Municipal passou por três grandes reformas. A primeira ocorreu em 1954, com a ampliação dos camarins e a instalação do famoso órgão G. Tamburini. Em 1986 começou a segunda grande reforma, uma restauração e adoção de equipamentos mais modernos.

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A terceira reforma é recente, com recuperação de vitrais, pinturas e do próprio palco, tudo baseado em fotos antigas e documentos também recuperados.

O Municipal também foi cenário de um dos eventos mais importantes da história das artes no Brasil: a famosa Semana de 22. Entre 11 e 18 de fevereiro de 1922, um grupo de jovens e rebeldes artistas apresentou uma série de obras polêmicas e ousadas para a época. Mário e Oswald de Andrade, Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Victor Brecheret, entre outros, deram início ao movimento modernista brasileiro.

Apesar de ter revolucionado as artes brasileiras, a Semana de Arte Moderna de 1922 não teve tanta repercussão na época. A maior parte da mídia, inclusive, teve uma posição conservadora e chamou os artistas de vanguarda de ‘subversores da #Arte’, ‘espíritos cretinos’ e ‘futuristas endiabrados’.

Hoje o Theatro Municipal é sede da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e do Balé da Cidade de São Paulo, artistas que mantém viva essa bela história de arte e cultura da maior cidade do país.

Felipe Machado/#VR Blaster