O ano está acabando e as listas começam a aparecer. Entre os artistas mais ouvidos, o sertanejo lidera com nomes como Matheus & Kauan, Jorge & Mateus, Henrique & Juliano, Marília Mendonça e Wesley Safadão. Ed Sheeran, um dos nomes mais reconhecidos da #Música internacional, aparece apenas na sexta posição. Mas a música nacional continua a mostrar novidades chegando a cada momento. Em 2017, a luta pela diversidade usou a música como ferramenta de transformação e atuou com força em festivais, playlists e mídia. Em cima do palco ou nos bastidores, as pessoas aprenderam como a arte pode ser transformadora.

O grande desafio agora passa a ser não apenas acompanhar todas essas listas do Spotify e movimentos importantes que acontecem em diferentes âmbitos, mas descobrir os sons que estão além desses tópicos e também valem a pena.

Ale Löw é um deles. Ele não tem papas na língua para compor, é prático e objetivo. O disco lançado este ano e denominado “Prazer” é exatamente isso: um resumo de quem já sofreu por amor e tantas outras coisas da vida e, no fim da noite, só quer um copo de coragem para seguir adiante. Ouça enquanto lê esta resenha!

“Aline” esvai pelos dedos de quem está se curando da ressaca. Um timbre sério misturado a rifs beirando o pop do hit de sucesso, em uma produção bem pensada e colocando cada coisa no seu lugar certo. Aquele balanço suave para renascer do amor que dá saudade. A faixa, que começa justamente no acorde A7+ e termina em E, igual as letras do nome, foi composta quando o relacionamento ainda existia, mas finalizada com a separação.

“Excesso” segue com aquele quê de cabaré fazendo com que sua dancinha seja inevitável.

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Mas o rock do porre mais louco chega somando ao veneno mais doce e finalizando em uma receita perfeita que flerta com o jazz, buscando uma melodia não muito óbvia e, ao mesmo tempo, acessível.

Depois do Prazer, sem qualquer referência ao pagode, “Paixão” parece ser uma continuação da música anterior, sem o conhecido silêncio entre canções. Afinal, paixão e vodca dão ressaca! A intensidade do que vem depois é o preço que se paga pelo excesso. No final das contas, tudo isso é parte da “Juventude” – quarta e última faixa do EP. A música é aquela canção falada que mostra como, um dia, a gente esteve tão entregue às relações, numa espécie de culto.

Todas as canções do álbum são de autoria do artista, que faz deste seu primeiro trabalho. Hoje com 25 anos, o cantor descobriu a música ainda jovem, em um quarto onde pai guardava os LPs. #musicaindependente #músicaautoral