O livro ‘Diga aos Lobos que estou em Casa’, escrito por Carol Rifka Brunt, traz em suas páginas uma história que envolve preconceitos, ciúmes, conflitos familiares, paixões proibidas, brigas e principalmente uma imensa saudade que esmaga o peito da narradora, uma adolescente de 14 anos. Ela é uma pessoa bem interessante, apaixonada por  Wolfgang Amadeus Mozart, por peças de teatro e por bons #Livros, além de ser observadora, inteligente, tímida e reclusa. Mas ela não conquista a simpatia da maioria dos leitores logo no início, porque a garota não é lá de muitos amigos, como ela mesma reconhece:

"Porque eu sempre fui assim. precisava de um bom amigo e era suficiente."

Durante alguns anos, June Elbus teve como bom amigo o seu tio/padrinho Finn Weiss, até ela perdê-lo para complicações de saúde em decorrência da AIDS.

Como a trama se passa em 1987 e essa doença ainda era um tabu, o preconceito estava enraizado na cabeça da maioria das pessoas. Acreditava-se que a contaminação poderia ser feita até através de um inocente beijo na testa.

No dia do enterro do tio, um homem até então desconhecido é visto pela menina. Seus olhares se encontram e mal sabe ela que aquele é Toby, alguém que se tornará uma das heranças mais valiosas que o padrinho poderia ter deixado. Mas para desfrutar dessa nova amizade, June terá que enfrentar sua família, que não aceita o rapaz e ainda o responsabiliza por ter transmitido a doença para Finn, o que causou a sua morte.

Os personagens são bem próximos da realidade, pois assim como nós, todos são praticamente imperfeitos e escondem algo.

E é bom saber que todos nós temos segredos. Alguns são mais pesados, outros menos, mas todos nós temos algo que escondemos, seja por vergonha, por medo ou por precaução. O fato é que nenhum de nós traz perfeição como característica principal. E ainda assim podemos ser amados.

"E bem, talvez, parece que não teria problema não ser perfeito. Ninguém era perfeito naquela época. Quase todo mundo tinha defeitos."

Nesse livro [VIDEO] o amor foi exposto. É bonito ver que, mesmo em meio a tanta dor, essa leitura traz algo que até pode ser mais ou menos comparado com aquele tipo de amor que a Bíblia cita: “Que tudo sofre, que tudo crê, que tudo suporta e que jamais acaba”. E isso pode ser visto principalmente na parte final do livro, quando uma forte revelação é feita por Toby e fica difícil segurar as lágrimas.

Prepare-se para fortes emoções. #Resenhas #Literatura