George Méliès nasceu em 1861 na França, foi um mágico ilusionista dono do famoso teatro Robert-Houdin, trabalhador, já havia passado em diversos trabalhos como em uma loja de brinquedos, esteve presente em 1895 na exposição de cinematógrafo dos irmãos Lumieres e claro ficou muito impressionado com o realismo daquelas cenas, um tempo depois os próprios Lumieres deram para George o objeto que mudaria sua vida nos próximos anos.

Começo da carreira como Cineasta

George começou a filmar tudo que era possível como, por exemplo, ambiente de trabalho, pessoas saindo de firmas, cotidiano, rotina e assim por diante, não demorou muito para Méliès notar que aquelas imagens podiam ser manipuladas e mexidas.

Em um belo dia, o Mágico descobriu uma técnica que ninguém antes havia descoberto. Um dia, enquanto filmava um ônibus em movimento, a câmera de repente pifou. Ao voltar a filmar, um carro aparecera no lugar do ônibus, e ao assistir a filmagem, George percebeu que o ônibus tinha se transformado em um carro, deu o nome dessa técnica de Stop Motion.

O Pioneiro

Antigamente, era normal o Diretor do filme ser o produtor, roteirista, montador e ator já que ainda não havia muita necessidade de vários profissionais no set de filmagem, muitas vezes, o orçamento partia do próprio bolso do diretor. George Méliès tinha um gosto um pouco estranho em seus filmes, costumava aparecer em cena brincando com as cabeças dos atores e de si próprio, filmava e depois filmava de novo com as cabeças fora do corpo.

O que o Mágico não conseguia fazer no palco com suas mágicas, fazia nas gravações. Hoje, especialistas psicólogos discutem se o diretor tinha algum problema para brincar tanto com cabeças e ter tantas criaturas características do diabo em seus filmes e pelo o outro lado, acreditam que ele fazia isso somente porque era muito bacana você filmar um plano e depois aparecer outro plano em cena.

Diretor brilhante em efeitos especiais

Além de ter criado o Stop Motion, usava diversas técnicas como pintar as películas para que tivessem cores em cena, construiu seu primeiro Studio de gravação, seguia plano por plano no mais perfeito detalhe. Méliès também inventou o que chamamos hoje de Story Board, o cineasta tinha o costume de desenhar seus personagens e os planos em cena. Na época, os americanos fugiam um pouco do Cinema da Europa, descobrindo novos planos e novos movimentos de câmeras, porém os franceses permaneciam na mesma ideologia, George foi contra os franceses e criou o seu primeiro sucesso, “Viagem à Lua” (De la Terre à la Lune) de 1902.

Sinopse: Um grupo de homens viaja à Lua, sendo levados por uma cápsula lançada de um canhão gigante, mas acabam sendo capturados por alienígenas.

O filme possuía uma narrativa de começo, meio e fim, foi um dos primeiros filmes que continha uma história que pudéssemos entender.

O injustiçado

Assim seguiu George Méliés em sua carreira como cineasta, produziu mais de 500 filmes, hoje em dia, possui menos de 200 que conseguiram restaurar. Infelizmente, George foi um gênio pouco reconhecido, os anos se passaram e seus filmes cada vez menos aclamados e o público havia se cansado do mesmo de sempre. Em 1923, declarou falência e perdeu seu teatro e vendeu suas obras, morreu em 1938, vendendo jornal. Talvez George Méliès fez cinema no país errado já que nessa época os hollywoodianos já havia ganhado as telonas.

Dica: Saiba mais sobre George Méliès assistindo ao filme “A invenção de Hugo Cabret”