Nesta noite de quarta-feira, dia 28 de fevereiro, a Liesa (Grupo Independente das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro) decidiu anular a queda das escolas Grande Rio e Império Serrano, ao grupo de acesso do Carnaval carioca. A decisão foi tomada com a aprovação de 12 das 14 escolas envolvidas.

Cabe lembrar que este ano o dinheiro repassado pela Prefeitura do Rio de Janeiro às agremiações foi reduzido pela metade por conta da crise pela qual passa o município. A época algumas escolas de samba ameaçaram não desfilar, caso esta medida fosse cumprida.

O prefeito Marcelo Crivella havia dito que este dinheiro seria investido na educação, o que gerou muitas reclamações polêmicas. O fato é que a Grande Rio perdeu pontos valiosos por conta da quebra de um carro, o que atrasou seu desfile, sendo o mesmo motivo da penalização do Império Serrano.

Talvez por isso a medida de anular o Rebaixamento destas escolas tenha tido pedidos feitos pelo do prefeito Marcelo Crivela; do governador do Rio de Janeiro, Luiz Pezão; e do prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, onde fica alocada a escola Grande Rio.

O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, deixou claro, ao site Sambarrazzo, que seu desejo é que esta seja a última vez que irá ter decisões como esta, alterando o regulamento.

O Carnaval carioca deste ano foi mais modesto quanto a o glamour, mas não poupou em criatividade. Foi um dos Carnavais mais disputados dos últimos anos. O ponto forte com certeza foram os sambas enredos, que em sua grande maioria trazia denúncias e temas sociais.

A campeã Beija-Flor trouxe um samba enredo muito forte em sua mensagem. Liderada pelo intérprete Neguinho da Beija Flor, ela cantou “Monstro é Aquele que Não Sabe Amar (Os Filhos Abandonados da Pátria que os Pariu)”, e empolgou a plateia da Marquês de Sapucaí.

O Carnaval de 2019 terá 14 escolas de samba desfilando, sendo que vão cair duas e vão subir duas do grupo de acesso.

Outros casos de anulação de rebaixamento

Em 2017 também houve algo parecido. Naquela ocasião 13 escolas desfilaram no grupo especial das escolas de samba do Rio de Janeiro e uma subiu do grupo de acesso. A medida teve como motivação o acidente que deixou algumas pessoas feridas, que envolveu carros alegóricos da Unidos da Tijuca e do Paraíso do Tuiuti.

O que fica é uma má impressão desta medida de anulação, uma vez que, como já mencionado, o Carnaval de 2018 do Rio de Janeiro trouxe temas criticando a corrupção e os privilégios.

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