Um incêndio atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro, neste domingo (2), destruindo o prédio e os itens contidos nele. O acervo do museu contava com mais de 20 milhões de itens que fizeram parte tanto da história do Brasil, como mundial. Um dos itens perdidos foi um tesouro arqueológico nacional, o crânio Luzia, o fóssil mais antigo encontrado na América do Sul.

O incêndio teve início por volta das 19h30, logo após o fechamento do museu.

A maior parte da estrutura era composta por madeira e acabou cedendo ao calor do incêndio. Além disso, boa parte do acervo exposto era inflamável e acabou não resistindo ao fogo.

O incêndio não deixou nenhum ferido. O Corpo de Bombeiros não obteve sucesso na tentativa de apagar o incêndio devido a precariedade dos hidrantes presentes no local. Roberto Leher, reitor da UFRJ, culpou a atuação do Corpo de Bombeiros na tentativa falha de parar o incêndio.

Apesar disso, ele admite que não havia verba para que o prédio passasse pelas reformas necessárias. Foi preciso o auxílio de caminhões pipa cedidos pela prefeitura para que o fogo fosse combatido.

Um inquérito foi aberto pela Polícia Civil para investigar se a causa do incêndio foi criminosa.

O dia após a perda

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro fizeram, nesta segunda-feira (3), uma inspeção em busca de algo que não tenha sido destruído pelo fogo.

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Governo

Por mais que não haja perigo de desabamento da faixada do antigo prédio, seu interior foi completamente destruído. Após às 10h30, alguns objetos foram retirados dos escombros e a entrada do diretor do museu, Alexander Kellner, foi autorizada. Ele cobrou ajuda do Governo federal com recursos na possível reconstrução do prédio. Alexander já tinha emitido um alerta sobre a precariedade do prédio em maio desse ano.

Apesar do desejo de reerguer o prédio, o museu perdeu um acervo inestimável que nunca poderá ser recuperado. Muitos documentos que falam sobre a memória do país datavam desde a colonização feita pelos portugueses.

O posicionamento de Crivella

Em nota sobre o incidente, o prefeito Marcelo Crivella lamentou a perda do prédio e sugeriu que o acervo fosse reconstruído a partir de cópias do material original.

Após essa declaração, o prefeito foi criticado nas redes sociais. Um internauta afirmou que é impossível reconstruir informações paleontológicas de fósseis, enquanto outro lembrou que Crivella já foi senador pelo Rio de Janeiro, mas nunca se interessou em requisitar uma verba maior para que o museu fosse mantido.

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