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Para falar sobre seu mais novo filme, High Life, a diretora francesa Claire Denis concedeu entrevista ao Jornal do Brasil no último sábado, no Hotel Le Collectionneur, na Rue de Courcelles, onde foi realizado o fórum para promoção do Cinema de autor.

O filme foi uma sensação no 21° Rendez-vous Avec Le Cinéma Français, evento da Unifrance (órgão audiovisual do ministério da Cultura da França).

High Life

O filme pode ser considerado um ensaio psicanalítico em meio às estrelas, por esta produção a diretora ganhou o prêmio da crítica da Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica (Fipresci) no Festival de San Sebastián, em setembro.

A produção, ainda inédita no Brasil, tem no elenco Robert Pattinson, famoso por seu personagem na saga Crepúsculo, e a renomada atriz francesa Juliette Binoche.

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Pattinson dá vida a um astronauta que tem que cuidar de sua filha bebê ao mesmo tempo em que tem que lidar com as mortes (misteriosas) dos outros tripulantes de sua nave.

Claire Denis

Pouco conhecida no Brasil, a cineasta tem um currículo invejável. No início de carreira foi assistente de direção de Win Wenders (em "Paris, Texas"), Costa-Gravas (em Hanna K.") e Jim Jasmuch (em "Daunbailó").

Para publicações como a revista "Cahiers du Cinéma", a diretora é tão respeitada quanto os mestres com quem ela já trabalhou em início de carreira.

Algumas de suas obras são: "35 doses de rum" (2008) e "Nanette e Boni", este último foi o ganhador do Leopardo de Ouro no Festival de Locarno, em 1996.

Em sua filmografia são constantes temas como discussões sobre o empoderamento feminino e também debates sociais e raciais, como visto no seu filme de 2009, "Minha terra, África".

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Pelas características da cineastas, até mesmo seus fãs estranharam Claire Denis ter se interessado pelo gênero ficção científica. Sobre este interesse pela ficção científica, a diretora diz que desde criança é fã do gênero. Ela conta que a acompanhava na escola livros do famoso escritor Isaac Asimov.

Denis diz que não lhe agrada a visão que é normalmente vista em produções do gênero, em que a sci-fi está sempre associada ao militarismo, um cenário cheio de soldados em que o importante é conjugar o verbo "conquistar".

Sua visão sobre o tema é completamente diferente, ela trabalha com o silêncio no filme, em que personagens têm que conviver diariamente sempre com as mesmas pessoas, fazendo todos os dias as mesmas coisas, e nesta situação pode existir dramaturgias diferentes dentro de cada um dos personagens.

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