Em uma sexta-feira, dia 25 de setembro de 1987, pescadores do litoral de Maricá, no Rio de Janeiro, encontraram 18 latas semelhantes às latas de leite em pó.

A curiosidade que pairava em suas mentes fez com que abrissem as latas. Assustados com o que tinham em suas mãos, correram até a delegacia mais próxima, e os policiais confirmaram suas suspeitas: o que havia dentro de cada lata era nada mais, nada menos que 1,5 quilo de maconha. Esse foi o primeiro registro oficial do que foi considerado o aterrorizante "verão da lata".

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De onde surgiu tanta maconha no mar? Iemanjá?

Não foi Iemanjá não, no mês anterior ao registro, a Polícia Federal do Rio de Janeiro recebeu um comunicado da DEA (Drug Enforcement Agency), agência norte-americana de combate às drogas, onde explicava que o navio Solana Star, vindo da Austrália, estava em litoral brasileiro, mais precisamente no Rio de Janeiro, com 22 toneladas de maconha a bordo.

O navio seria usado para enviar toda a droga para Miami, nos Estados Unidos, com a carga sendo dividida em outras duas embarcações que o estavam esperando.

A tripulação sabendo que estava sendo procurada, despejou toda a maconha no mar. Alguns dias depois, as latas vieram parar no litoral do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Claro, os dados referente as quantidades encontradas e registradas não são exatos, pois cinco dias antes do primeiro registro oficial já haviam sido encontradas várias latas. A notícia se espalhou de boca a boca e muitas pessoas de plantão ficaram loucas. Há, inclusive, histórias de um grande congestionamento na serra do mar do Paraná causado por pessoas querendo chegar ao litoral para recolher as latinhas.

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A polícia conseguiu apreender apenas umas 2 mil latas, mas o que aconteceu com o resto? Bem, já devem ter sido fumadas ou feito peixes correrem atrás de suas próprias caldas.

O que aconteceu com o navio e seus tripulantes?

Bem, há 30 anos, a tripulação que jogou toda a maconha no mar teve que parar para fazer reparos no navio. Quando a polícia identificou o Solana Star como o navio procurado, todos os tripulantes já haviam fugido, exceto o cozinheiro Stephen Skelton. Ele foi preso e condenado a 20 anos de prisão, embora só tenha ficado preso por um ano.