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Kendall Jenner, meia-irmã de Kim Kardashian, revelou em um episódio recente do reality show Keeping Up With the Kardashians que tem acordado no meio da noite sem conseguir se mover. A modelo, de 21 anos de idade, também disse que, por causa deste problema, tem sentido medo de dormir e não ser capaz de manter sua rotina de viagens. Embora não seja possível ter certeza apenas com as informações fornecidas por ela na atração, a jovem pode ter tido ataques de paralisia do Sono.

Entre os sintomas que podem acompanhar a incapacidade de se mover ou mesmo falar estão sensação de sufocamento, a sensação de estar sendo observado(a) por um ser maligno e a sensação de estar flutuando ou de ter deixado o corpo.

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Não é à toa que a paralisia do sono já tenha sido atribuída à ação de seres sobrenaturais e seja tida como uma explicação para as experiências relatadas por pessoas que dizem ter sido abduzidas por alienígenas.

Durante a fase REM do sono, quando os sonhos mais complexos costumam ocorrer, o corpo sofre atonia muscular, isto é, os músculos ficam relaxados, o que impede que o corpo se mova. É uma boa coisa porque ajuda a evitar que a pessoa adormecida aja como nos sonhos que está tendo, diminuindo o risco de acidentes.

Contudo, se a pessoa acorda durante esta fase, explica a neurologista Dalva Poyares, que preside a Associação Brasileira de Medicina do Sono, o cérebro pode despertar antes que o corpo tenha recuperado seus movimentos, daí a paralisia. Ainda segundo a médica, 4% da população sofre de acessos esporádicos de paralisia do sono.

Ela também diz que, se os casos forem muito frequentes, a condição pode ser considerada um distúrbio do sono, mas apenas raramente precisa ser tratada com remédios. Distúrbios como doenças neurológicas ou narcolepsia podem causar o problema e, uma vez eliminados, a paralisia do sono deve desaparecer.

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Em casos em que não há uma causa conhecida, porém, não há muito que possa ser feito para prevenir os ataques. O que se recomenda nestes casos é tentar manter a calma, apesar da situação angustiante, e se concentrar nas pequenas musculaturas, como a dos olhos e as das pontas dos dedos, que respondem à vontade da pessoa paralisada – este comportamento ajuda a abreviar o estado anômalo.

A experiência geralmente dura de alguns instantes a uns poucos minutos. Já houve, entretanto, alguns casos raros que duraram mais de uma hora.