Segundo explicou a especialista em sexualidade, Cátia Damasceno, ao portal UOL, homens e mulheres são diferentes no modo pelo qual chegam à excitação sexual. Para explicar a diferença, ela comparou dois produtos que fazem muito sucesso. A Playboy, diz ela, com suas imagens explícitas de nudez feminina, interessa aos homens enquanto as mulheres consomem livros como os da trilogia 50 Tons de Cinza - sem figuras, com centenas e centenas de páginas, letras miúdas - e o mais importante para elas: a chance de imaginar como é seu protagonista masculino, Christian Grey e como foram executados seus feitos sexuais.

Enquanto os homens, mais visuais segundo Damasceno, sempre se excitam com imagens enviadas.

As mulheres tendem a ver o envio frequente de imagens como rotineiro e pouco criativo - elas gostam de ser instigadas e de imaginação. Por exemplo, o homem enviar um conto erótico pode dar mais resultado na tentativa de excitar uma Mulher do que enviar uma foto do pênis dele ou outras imagens picantes. Sim, textos podem funcionar melhor como estratégia de longo prazo do que nudes quando se trata de captar o interesse sexual feminino.

Segundo a especialista, os membros do casal assistirem pornografia juntos pode ajudar os dois a sair um pouco da rotina sexual e manter a excitação em alta. Ela, contudo, adverte que, embora o pornô, possa ajudar a vida sexual das pessoas, há o risco de viciar-se nele. "Para tudo tem que ter equilíbrio. Até consumir água demais faz mal para a saúde", observou.

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Segundo ela, os homens viciados em pornografia, por exemplo, podem ter problemas para alcançar a ereção na vida real. A eles, Damasceno atribui o aumento verificado no consumo de remédios para problemas eréteis como o Viagra. “Não são pessoas mais velhas que estão consumindo: são os jovens”, garantiu.

No mês passado, foi divulgado um estudo conduzido pela Université Laval, localizada em Quebéc, província francófona do Canadá. O trabalho apontou que 12% das pessoas entrevistadas assistem semanalmente a 110 minutos de pornografia ou mais. Essas pessoas, a maioria homens, podem estar sendo vítimas de uma compulsão sexual, pensam os pesquisadores.