O chinês Li Ching Yuen foi uma espécie de Matusalém "moderno". Alguns registros indicam que ele viveu por mais de um quarto de milênio - o número exaro varia entre 250 e 256 anos. Os registros oficiais, contudo, falam em 199 anos, o que é, de qualquer modo, uma idade dificilmente alcançada, mesmo com todos os benefícios da mais moderna medicina. Li Ching Yuen nasceu no final do século XVII, não exatamente a época com a tecnologia e os conhecimentos médicos mais avançados.

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O longevo chinês era um especialista em artes marciais e no uso de ervas, o que levanta a suspeita de que ele estava de posse de algum conhecimento sobre exercícios e/ou alimentação e remédios que lhe permitiu viver por tanto tempo.

Outros pensam que ele obteve sua vida longa através de métodos de natureza espiritual. O próprio Li Ching Yuen, quando questionado sobre o assunto, tinha uma resposta mais prosaica. Ele dizia que sua receita para a longevidade abrangia manter uma mente tranquila, andar calmamente como se fosse um pombo, dormir como se fosse um cachorro e sentar-se como se fosse uma tartaruga.

O Dr. Yang Jwing-Ming escreveu uma biografia do herbalista chinês. Nela, seus anos de nascimento e morte estão registrados, respectivamente, como tendo ocorrido em 1678 e 1928, o que significa que ele viveu 250 anos. Muitas de suas esposas morreram cedo, por isso, segundo o biógrafo, Li Ching Yuen casou-se 14 vezes ao longo de sua existência.

O general Yang Sen convidou o herbalista para visitá-lo em sua casa na província de Szechuan, no Sudoeste da China.

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Nessa ocasião, uma foto do longevo chinês foi tirada. No ano seguinte, Li Ching Yuen veio a falecer. Depois desse falecimento, o general fez investigações sobre a vida de seu visitante e confirmou que a história de sua vida era verdadeira. O militar, então, escreveu um livro sobre a vida de Li, que foi publicado na cidade de Taipei, que atualmente é a capital da República da China (Taiwan), fundada pelos Nacionalistas que deixaram o continente depois da vitória das forças comunistas capitaneadas por Mao Tsé-Tung (também conhecido como Mao Zedong). O doutor Yang Jwing-Ming acrescentou em seu relato que acredita que o caso de Li prova que um ser humano pode, sim, viver mais de 200 anos se estiver de posse do conhecimento certo e que as pesquisas científicas poderão abrir as portas de uma era em que todos conseguirão viver séculos. A busca de mecanismos para estender a vida humana é hoje um dos mais promissores campos da pesquisa médica.