Há uma velha lenda (a realidade é mais complicada) envolvendo dois dos maiores romancistas americanos de todos os tempos, F. Scott Fitzgerald e Ernest Hemingway. Segundo ela, Fitzgerald disse certa vez a Hemingway que os ricos eram diferentes deles. A isso, Hemingway replicou: "sim, eles têm mais dinheiro".

Bom, quaisquer que sejam as diferenças entre ricos e não-ricos, além da evidente diferença no que se refere a posses materiais, os ricos provavelmente não conseguem entender muito bem certos aspectos da pindaíba em que estão metidos, quase perpetuamente, alguns indivíduos.

A seguir, estão apresentados alguns diálogos que podem escapar ao entendimento dos mais afortunados materialmente:

1 - No começo da história da televisão no Brasil, devido à relativa raridade dela nos lares brasileiros, havia a figura do televizinho, a pessoa sem aparelho de tv próprio que ia a vizinhos assistir a programas televisivos. A popularização da televisão acabou mais ou menos extinguindo a espécie.

Aparentemente, está surgindo o netamigo ou friendflix, que fila o Netflix dos amigos – proximidade geográfica, essencial nos velhos tempos, é dispensável e amizade de verdade, provavelmente também. Infelizmente, se nenhum dos dois tiver uma conta, bom, zero mais zero não chega a um. A solução é arranjar uma providencial terceira pessoa que esteja um pouquinho menos quebrada do que os dois indivíduos que tiveram essa conversa.

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Curiosidades

2 - Já afirmava o escritor irlandês Oscar Wilde que um cínico é um sujeito que sabe o preço de tudo e o valor de nada. Inclusive a amizade, conclui-se.

3 - Pois é, uma entra com o dinheiro e a outra, com a fome. Não deixa de ser uma divisão das contribuições a serem dadas para o lanchinho delas.

4 - De grão em grão, a galinha enche o papo, diz o ditado. Mas só se houver grãos suficientes, é preciso esclarecer.

Ou, como diria o humorista que usava o nome Barão de Itararé, de onde menos se espera, é que não sai nada mesmo.

5 - Quando não se tem nada - e não se tem perspectiva de conseguir nada -, tanto faz se o preço é R$ 35 ou R$ 35 milhões. Ambos os preços estão fora de alcance.

6 - É quase como se a mensagem fosse precedida de um aviso do tipo "pobre chamando; se quiser atender, permaneça na linha depois do sinal".

7 - Esse pode ainda não ter chegado ao ponto de, como diz a velha expressão popular, ter que vender o almoço para comprar a janta, mas está tendo que esperar aparecer uma promoção bárbara para poder jantar no mesmo dia em que almoça e, mesmo assim, está tendo que parcelar em suaves prestações o jantar.

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